A TESOURA DA DILMA ATACA NOVAMENTE: MAIS CORTES NA SAÚDE
Investimento do governo federal em saúde entre janeiro e
julho caiu 32% em relação ao ano passado
Os novos cortes decorrem do aprofundamento da crise
econômica e a consequente queda na arrecadação do governo. A tesoura da Dilma
cortou R$ 13 bilhões do Ministério da Saúde, em seu orçamento original. Isso
mostra que mais uma vez a saúde permanece distante do foco de prioridades dos
governos.
Enquanto o governo preserva o lucro dos patrões, ao mesmo
tempo coloca em prática medidas que afetam diretamente os trabalhadores. O
corte nos recursos federais previstos para a saúde em 2015 acelera o desmonte
da saúde, prejudicando quem necessita desse serviço e abrindo espaço para
propostas de cobrança no SUS.
Achou pouco? Espera que tem mais pela frente
Nesse mesmo período, as verbas para estruturação de unidades
de atenção especializada em saúde, chegaram a R$ 495,9 milhões. Nos primeiros
sete meses deste ano, o montante foi de R$ 252,3 milhões (redução de 49%). A
construção de UBSs (Unidades Básicas de Saúde) também caiu 62%, de R$ 478
milhões para R$ 183 milhões em gastos efetivos.
Os dados do Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que
das 14.425 mil Unidades Básicas de Saúde previstas, 3.326 foram concluídas. No
Nordeste teriam que ser construídas 6.893 unidades básicas, mas apenas 1.572
foram entregues. Quanto às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), 483 deveriam
ser entregues, mas apenas 39 foram construídas em todo o Brasil. No Nordeste,
das 150 UPAs previstas, somente 11 foram finalizadas.
A situação da saúde do Rio Grande do Norte é dramática
A população pobre
sofre com as filas, atendimento precário, falta de leitos, medicamentos. As
cenas de pacientes jogados nos corredores e as histórias de muitas mortes que
poderiam ser evitadas fazem parte do cotidiano das famílias que não têm
condições de pagar um convênio e precisam do Sistema Único de Saúde (SUS). Na
última segunda-feira (31), o Walfredo Gurgel, maior hospital do estado, tinha
cerca de 65 pacientes nos corredores e em outros locais inapropriados, sendo um
deles entubado em uma maca no chão.
O governador Robinson Faria também mostra a total falta de
prioridade com a saúde pública e caminha de mãos dadas com o Governo Federal.
Os servidores da saúde do estado em greve há mais de 80 dias, pedem não somente
ajuste salarial, mas condições de trabalho. O mínimo que o Estado deveria proporcionar.
A categoria vem lutando por melhorias nos hospitais públicos, mas até o momento
a saúde continua na mesma situação. O governador alegando a crise econômica
joga a responsabilidade do caos na saúde nas costas dos trabalhadores. A saúde
é direito de todos e dever do Estado. E só com muita luta é possível exigir dos
governos mais investimentos e que a saúde seja uma prioridade.
Fonte: Sindsaúde-RN Estadual
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