quarta-feira, 30 de junho de 2010

Internacional

Grécia parou mais uma vez nesse dia 29 de junho

G-20 orienta a política de cortes de gastos a “todos os países industrializados”

A Grécia viveu mais um dia de greve geral nesse dia 29 de junho, terça–feira, contra os planos de cortes e ajustes fiscais do governo de George Papandreou, do FMI e da União Europeia. A imprensa já perdeu a conta de quantas greves já ocorreram só esse ano no país. Enquanto uns afirmam que essa foi a quinta greve geral, outros veículos enumeram como a sexta paralisação geral.

Mais uma vez trabalhadores do setor público e privado cruzaram os braços contra os cortes e os ataques aos salários e à aposentadoria. A greve foi convocada pela GSEE, central que reúne os sindicatos privados e a Adedy, central dos trabalhadores públicos. A greve afetou os serviços públicos, principalmente o setor de transportes. O turismo também parou. Trabalhadores de veículos de comunicação, como jornais e TV, também pararam.

Mobilizações

Manifestações também acompanharam o dia de greve. Em Atenas e na cidade de Salónica, segunda maior cidade da Grécia, os trabalhadores foram às ruas e, em vários momentos, enfrentaram a repressão da polícia. Na capital grega cerca de 70 mil manifestantes foram às ruas.

Os sindicatos organizam uma nova greve geral já para o início de julho, quando começa a tramitar no parlamento o projeto de lei que aumenta a idade mínima de aposentadoria, reduz as pensões e facilita as demissões. O debate está marcado para o dia 8 de julho.

Greve na Espanha

Na Espanha o dia também foi de greve contra o corte de salários e direitos. Em Madri, os trabalhadores do metrô cruzaram os braços contra o corte nos salários dos servidores públicos. Em todo o país basco houve greves e mobilizações contra o plano de cortes.

Já no último dia 25 foi a vez da Itália ter seu dia de greve geral. Sindicatos organizaram 4 horas de paralisação e impulsionaram manifestações que reuniram algo como 1 milhão de pessoas pelas ruas do país.

G-20 aponta generalização da política de cortes

Como se não bastasse a política coordenada de cortes nos salários e direitos, a fim de reduzir o déficit fiscal da Europa, imposto pelo FMI e a União Europeia, agora foi a vez do G-20 orientar esse mesmo plano de ajustes fiscais para o restante do mundo.

A cúpula das vinte maiores economias do mundo se realizou nos dias 26 e 27 em Toronto, no Canadá e aprovou uma carta em que orienta o mesmo ajuste fiscal da Europa para o resto dos países. “O corte do déficit público se impôs como prioridade, primeiro na Europa e agora em todos os países industrializados” , diz o comunicado final do G-20. Isso significa que os cortes de salários e ataques aos direitos e à previdência pública não serão exclusividade dos países endividados da Europa.

Enquanto o mundo vivia a mais grave crise financeira desde 1929, o G-20 exortava os governos a aprovarem vultuosos pacotes de ajuda ao mercado . Agora, com os bancos a salvo, o mesmo G-20 quer que a conta seja paga pelos trabalhadores.

Isso reforça a tese de que o desenrolar da luta de classes na Europa será um indicativo do que deve ocorrer no restante do mundo. Uma vitória dos trabalhadores contra os planos de ajuste fiscal pode barrar essa política, do mesmo modo que uma vitória do FMI vai ser o pontapé inicial para a generalização dessa política em todos os continentes.

São Gonçalo do Amarante

Servidores Municipais que recebem o mínimo não terão reajuste

O presidente do Sindsem, José Inácio, negociou diretamente com o prefeito Jaime Calado a exclusão da maioria dos servidores do reajuste; professores também ficaram de fora.

A Lei Municipal 89/2010, aprovada pela Câmara de Vereadores em maio deste ano, estabeleceu um reajuste salarial de 13% para "todos os servidores municipais", sendo a primeira parcela de 8% em 1º de junho e a segunda de 5% em janeiro de 2010. Os professores e os servidores municipais que recebem um salário mínimo não foram contemplados. Entretanto, o prefeito Jaime Calado (PR) concedeu, mais uma vez, o aumento aos cargos comissionados. Em 2009, eles já haviam recebido reajuste.

O projeto de lei, que foi enviado pela prefeitura e aprovado pelos vereadores, teve o apoio também do presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindsem), José Inácio. "Nós, dos sindicatos da saúde e da educação, defendemos um reajuste para todos os servidores em base ao Plano de Cargos e Salários. Entretanto, o Sindem, junto com o prefeito e os vereadores, fez um acordo rebaixado e que excluiu os professores e os servidores que recebem um salário mínimo. Ou seja, a maioria dos trabalhadores.", declarou Vivaldo Júnior, do Núcleo do Sindsaúde.

"Essa atitude mostra que José Inácio aceita tudo o que a prefeitura e a Câmara Municipal impõem. Enquanto esta direção que não luta permanecer, os servidores filiados ao Sindsem sofrerão sempre derrotas.", concluiu Vivaldo.

Em Luta

Bancários da Caixa paralisam serviços contra a reestruturação

OS BANCÁRIOS da Caixa Econômica Federal paralisaram, na manhã de 29 de junho, os serviços do Banco durante uma hora. O objetivo da mobilização foi protestar contra o processo de reestruturação que vem acontecendo no Banco, processo este que desvaloriza e desrespeita os empregados.


A reestruturação também é prejudicial aos clientes. A direção do Sindicato dos Bancários, em carta aberta à população, alerta que “a reestruturação na Caixa também afetará diretamente o cliente, pois atividades que hoje são efetuadas aqui no Rio Grande do Norte, serão migradas para Fortaleza ou Salvador (isso envolve boa parte das áreas de habitação, seguro contra danos físicos e morte e invalidez, liberação de hipoteca etc.)”.

Vale ressaltar que as respostas rápidas que os clientes tinham dos setores instalados no RN não poderão mais ser dadas, porque boa parte das atividades já foram migradas para outros Estados. O cliente sairá perdendo diretamente com esse processo de enxugamento. O empregado, por sua vez, acumulará mais trabalho com uma unidade reduzida.

Essa reestruturação é parte de um pacote de enxugamento que atingirá todos os empregados da Caixa, retirando direitos e preparando uma possível fusão da Caixa com o Banco do Brasil, ou seja, encaminhando para a privatização. Essa medida faz parte da política neoliberal iniciada no governo Collor, continuada por Fernando Henrique Cardoso e ampliada no governo Lula que defende apenas os interesses dos banqueiros e grandes empresários.

Além disso, a Caixa está descumprindo o Acordo Coletivo assinado com o Movimento Sindical e não apresentou o Plano de Cargos e Salários/Plano de Funções Gratificadas (PCC/PFG). A isonomia não foi implementada, ou seja, a igualdade de direitos entre os funcionários antigos e novos, pois desde 1998, pessoas que exercem trabalhos idênticos não têm um tratamento igual. Os trabalhadores contratados antes de 1998 têm mais direitos que os contratados depois de tal ano. Essa luta dura mais de uma década.

A paralisação aconteceu das 10h às 11h nas agências da Caixa Ribeira, Potiguar (centro), Alecrim e nas unidades meio GICOP, GICOT, RERET e RESUT. Os bancários participaram do protesto usando a cor preta. Segundo a direção do Sindicato dos Bancários, há a possibilidade de greve por tempo indeterminado.

Enchentes no Nordeste

Alagoas decreta estado de emergência de saúde pública

1º boletim epidemiológico de áreas alagadas foi divulgado; entre doenças, seis casos de leptospirose

SÃO PAULO - Alagoas decretou estado de emergência de saúde pública por causa da situação de risco para ocorrência de casos de doenças transmissíveis ou não. A informação foi anunciada nesta terça-feira, 29, pela Secretaria de Estado da Saúde, no primeiro boletim epidemiológico das áreas atingidas pelas enchentes que castigaram o Estado nas últimas semanas. Seis casos de leptospirose já foram registrados.

De acordo com os dados da Defesa Civil, 28 municípios foram afetados, o que corresponde a 27,4% do total do Estado. Destes, 4 decretaram estado de emergência e 15 anunciaram calamidade pública. O número de pessoas afetadas foram 181.020 pessoas, segundo a Notificação Preliminar de Desastre.

O município com maior porcentual de pessoas afetadas foi Santana do Mundaú (99,7%), seguido de União dos Palmares (87,7%). Ocorreram 37 óbitos em 7 dos municípios afetados: Santana do Mundaú, Joaquim Gomes,União dos Palmares, Branquinha, Paulo Jacinto, Murici e Rio Largo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Previdência

Eleições IPREV São Gonçalo: servidores de luta elegem um representante

No dia 23 de junho, ocorreu a eleição para o Conselho Fiscal e Administrativo do Instituto de Previdência de São Gonçalo do Amarante/RN. Das três vagas disponíveis na eleição, os servidores de luta, da saúde e da educação, conseguiram eleger um representante para fiscalizar a Previdência. Marcus Antonio de Freitas, diretor do Sinte, foi eleito em terceiro lugar, com 85 votos.

Socorro Alves, do Sinte, conversa com servidor

Os candidatos da Prefeitura e da Câmara de Vereadores ficaram com as outras duas vagas. Leão ficou em primeiro, com 126 votos, e Gracinha em segundo, com 94. Ao todo, a eleição teve 535 votos. Deste total, os candidatos apoiados pelos Núcleos do Sinte e do Sindsaúde obtiveram 302 contra 220 votos dos candidatos governistas. Brancos e nulos somaram 13. O resultado mostrou que, mesmo não ocupando as três vagas, os trabalhadores votaram em sua maioria nos candidatos dos sindicatos de luta e independentes do prefeito.

“Isto para nós é muito significativo. Mostra que a saúde e a educação não confiam no prefeito Jaime Calado. Não fossem as manobras da Prefeitura e da Câmara de Vereadores, eles não teriam conseguido eleger ninguém.”, avaliou o diretor do Sinte, Marcus Antonio.

Além da eleição do diretor do Sinte, foram eleitas também três trabalhadoras da saúde como suplentes. Ivete Silva, Márcia Régia e Maria de Fátima, com 63, 53 e 57 votos, respectivamente.

A enfermeira Simone Dutra compareceu para votar nos candidatos de luta

Uma eleição marcada por manobras e pela desigualdade

Como era de se esperar, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores usaram todas as armas para vencer a eleição de qualquer jeito, se apoiando em manobras e na desigualdade de condições. A primeira manobra foi adiamento da data da eleição, marcada anteriormente para o dia 25 de maio. Ao perceber a grande mobilização que o Sinte e o Sindsaúde estavam fazendo para eleger seus representantes, a Prefeitura, que foi pega de surpresa, resolveu adiar a eleição para ganhar tempo e se preparar. A alegação para o adiamento foi uma falha no edital, curiosamente percebida apenas às vésperas da eleição.

A segunda manobra foi colocar a nova data do pleito para o dia 23 de junho, véspera de São João, momento em que os trabalhadores da educação já estão em férias escolares. Essa atitude da Prefeitura teve como objetivo impedir a mobilização dos servidores de luta, uma vez que muitos viajam no período. Além disso, mesmo havendo três vagas para o Conselho, os servidores só puderam votar em apenas um, o que prejudicou os sete candidatos apoiados pelo Sinte e pelo Sindsaúde.

O vereador Geraldo Veríssimo mandou buscar servidores em casa para votar no candidato do prefeito

Por fim, a Prefeitura e a Câmara de Vereadores utilizaram seu aparato de poder para garantir seus votos. O vereador Geraldo Veríssimo e apoiadores, por exemplo, usaram seus carros para buscar em casa servidores comprometidos com o prefeito e com a Câmara. Até um carro da Emater foi visto trazendo pessoas para votar.

Carro da Emater usado para trazer servidores ligados ao prefeito

Como se não fosse o bastante, a Prefeitura ainda contou com o apoio do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindsem) e de José Inácio, que até tentou coagir a enfermeira Simone Dutra ao arrancar de sua mão um panfleto que pedia o voto nos candidatos de luta.

“Diante dessas manobras e condições desiguais, eleger um representante de luta que possa fiscalizar o dinheiro de nossas aposentadorias é uma grande vitória. Agora, a prefeitura sabe que estamos de olho na Previdência e vamos denunciar qualquer irregularidade que seja feita com o dinheiro dos servidores.”, declarou Vivaldo Júnior, do Núcleo do Sindsaúde.

Apuração dos votos em uma das mesas da eleição

O prefeito Jaime Calado (PR) e a Câmara Municipal fizeram de tudo para impedir a presença de representantes de luta no Conselho. Diante de tanto empenho, fica a pergunta: o que estaria por trás de toda essa movimentação? Qual o interesse de não permitir que nenhuma das vagas ficasse com trabalhadores independentes da Prefeitura?

Para a diretora do Sinte, Socorro Alves, é preciso vigilância. “Precisamos ficar atentos. Os trabalhadores da saúde e da educação devem ajudar nosso representante a fiscalizar os recursos da Previdência. Os sindicatos de luta também estarão vigilantes e nas assembleias estaremos divulgando informações sobre o Conselho.”, disse a diretora.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cenas do Conclat

Veja vídeo com imagens do Congresso de Unificação

Nos 5 e 6 de junho, ocorreu em Santos (SP) o Congresso da Classe Trabalhadora (Conclat), que debateu e decidiu sobre a unificação entre Conlutas, Intersindical e outros setores dos movimentos sociais. O congresso fundou uma nova entidade com o objetivo de organizar todos os explorados pelo capitalismo para lutar contra os ataques dos patrões, dos governos e em defesa do socialismo. O Sinte e o Sindsaúde de São Gonçalo elegeram delegados que participaram ativamente das discussões.

Abaixo, veja o vídeo com cenas do congresso.


Iprev

Começou a eleição do Instituto de Previdência

A eleição para o Conselho Fiscal e Administrativo do Instituto de Previdência de São Gonçalo começou agora pela manhã, no Clube Auto-esporte, e vai até as 17 horas de hoje. Os sindicatos da saúde (Sindsaúde) e da educação (Sinte) estão apoiando sete candidatos lutadores de nossas categorias contra os candidatos traidores, ligados ao prefeito Jaime Calado (PR).

Maria de Fátima, trabalhadora da saúde, é uma das candidatas apoiadas pelo Sindsaúde

"Defender nossa aposentadoria é um dever de todos os servidores que lutam por seus direitos. Se deixarmos a prefeitura colocar as mãos sozinhas na Previdência, correremos o risco de não nos aposentarmos. Esse dinheiro deve estar sob nossa vigilância. Precisamos derrotar o prefeito nessa eleição do IPREV.", avalia Socorro Alves, do Sinte de São Gonçalo.

Socorro Alves, do Sinte, conversa com servidores

"O Sinte e o Sindsaúde fazem um chamado a todos os servidores e servidoras que ainda não votaram: compareçam para que possamos impedir que nosso dinheiro tenha outro destino que não nossa aposentadoria. Venham e votem nos lutadores da saúde e da educação.", reforça Vivaldo Júnior, do Sindsaúde.

Abaixo seguem os nomes dos candidatos do Sinte e do Sindsaúde.

Márcia Régia Medeiros (Saúde-Unidade de Jardim Lola), Ivete Silva Varela (Centro de Saúde/SGA), Maria de Fátima de Silva (Saúde-Unidade de Regomoleiro), Marcus Antonio de Freitas (Educação/Sinte), Luciano Gonçalves Costa (Educação/Sinte), Francisca Tereza de Jesus Silva (Educação) e Jair do Nascimento (Educação-Vicente de França).

domingo, 20 de junho de 2010

Desrespeito

Vereador Geraldo Veríssimo diz que servidor público não trabalha

O desrespeito daqueles que exploram os trabalhadores e retiram seus direitos parece não ter limites. Mas não é só desrespeito. É também uma prova de que eles farão de tudo para piorar nossas vidas. Dessa vez foi o vereador por São Gonçalo do Amarante, Geraldo Veríssimo (PR), aliado inseparável do prefeito Jaime Calado (PR).

No último dia 16, o diretor do Sindsaúde, Vivaldo Júnior, e a coordenadora do Sinte, Socorro Alves, encontraram - por acaso - o vereador Geraldo Veríssimo no Instituto de Previdência do município. Após um questionamento sobre as últimas decisões da Câmara de Vereadores, como o aumento de salário dos cargos de confiança, Júnior e Socorro ouviram a seguinte declaração de Geraldo Veríssimo: "Tem é que privatizar tudo mesmo. O servidor de São Gonçalo ganha bem e não trabalha.".

A afirmação de Geraldo Veríssimo expressa não só a sua opinião, mas também os planos da prefeitura em prejudicar ainda mais o serviço público. A prova disso é que o prefeito Jaime Calado não garante serviços de qualidade, paga baixos salários, retira direitos e não realiza concurso público. Agora, ao invés do concurso, a prefeitura está fazendo um processo seletivo para contratos temporários, com duração de dois anos.

Essas coisas o Ministério Público não vê.

Sessão Cultural

Sobre nossas escolhas

A Sessão Cultural de hoje traz o filme francês "Dans la tete" (Na cabeça), um curta-metragem de animação sobre a importância de nossas escolhas e as consequências destas em nossas vidas. São apenas seis minutos. Vale a pena conferir.

Transparência

PRESTAÇÃO DE CONTAS DO MÊS DE MAIO DE 2010
Núcleo do Sindsaúde

RECEITA

Repasse do Servidor (maio) R$ 2.683,91
Saldo de abril R$ 1.131,68
Saldo R$ 3.815,59

DESPESAS FIXAS

Papel de luz.......................................................................................... R$ 3,90
Papel de água ..........................................................................................R$ 25,10
Acordo pintura da sede antiga(1/5)........................................................ R$ 100,00
Aluguel R$ 200,00 Internet......................................................................R$ 33,35
Telefone R$ 94,95
VALOR R$ 457,30

DESPESAS NÃO FIXAS

Mobilização (passagens, táxi, combustível, carro de som e refeições)
Passagens R$ 165,00
Passagens (da base para assembléia).........................................R$ 100,00
Táxi ...................................................................................R$ 185,00
Combustível R$ 40,00
Carro de som ........................................................................ R$ 100,00
Refeições R$ 60,00
Aluguel dos correios (assembléia)......................................................... R$ 60,00
Água e gelo (para assembléia)............................................................... R$ 10,50
Advogada...................................................................................... R$ 510,00
Jornalista..................................................................................R$ 250,00
Material de (papelaria, Xerox boletim mensal e notas) R$ 150,00
Boletim (Iprev)...................................................................................R$ 150,00
Instalação da internet+ (parafusos e buchas de instalação)................. R$ 44,60
Tarifa bancária R$ 21,00
Valor R$1.846,10

Despesas totais R$ 2.303,40

Saldo atual R$ 1.512,19

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Nacional

Lula veta o fim do fator previdenciário

Anúncio foi dado pelo ministro Guido Mantega a poucas horas da estreia da seleção na Copa. A luta dos aposentados, porém, garantiu reajuste de 7,7%, maior que os 6,14% negociados pelas centrais sindicais traidora com o governo

Lula esperou até o último momento para anunciar a sua decisão sobre a Medida Provisória dos aposentados aprovada pelo Congresso. Finalmente, divulgou o que faria poucas horas antes do primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do mundo. E não surpreendeu. Mantendo aquilo o que já vem fazendo em seu governo, Lula vetou o fim do fator previdenciário, medida aprovada pela Câmara e pelo Senado após diversas mobilizações dos aposentados.

O fator havia sido imposto pelo governo FHC em 1999 e tem como objetivo adiar ao máximo as aposentadorias. Ele estabelece uma conta para o cálculo das aposentadorias que leva em consideração a expectativa de vida, o tempo de contribuição e a idade do assegurado, fazendo com que o trabalhador receba menos quanto mais cedo ele se aposentar. Na prática, obriga os trabalhadores a trabalharem cada vez mais, sob o risco de terem seus benefícios reduzidos.

Reajuste

Se Lula vetou o fim do fator, por outro lado, mesmo a contragosto, o presidente foi obrigado a sancionar o reajuste de 7,7%. Mesmo insuficiente, ele é maior que os 6,14% que o governo havia combinado com as centrais sindicais traidoras, como CUT e Força Sindical. No Congresso, a pressão dos aposentados fez com que esse índice subisse para 7,7%, mesmo com todas as ameaças e chantagens do governo.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT), que integrou a tropa de choque contra os aposentados no Congresso, chegou a dizer que os aposentados “não tem o que reclamar”. Ele reafirmou que o índice havia sido um acordo com as centrais. “Os 6,14% foram um acordo entre as centrais e o governo federal. Não foi um número cabalístico”, disse, expondo o papel que CUT e Força Sindical cumpriram, de rebaixar o reajuste que até o governo estaria disposto a conceder.

Mesmo assim, o ministro da Fazenda Guido Mantega, afirmou que o governo vai compensar o reajuste aumentando o corte no Orçamento para além dos R$ 10 bilhões anunciados recentemente. Para isso, vai cortar mais R$ 1,6 bilhão. “O presidente Lula nos liberou para fazer os cortes necessários, que vão compensar os 7,7%”, disse Mantega.

A luta não terminou

O veto de Lula reafirma sua política para os aposentados. Só para lembrar, em 2003, logo em seu primeiro mandato, Lula impôs a reforma da Previdência no setor público. Já em 2006, vetou o reajuste de 16,6% aprovados pelo Congresso, como parte da recomposição das perdas desde o governo Collor. Agora, veta o fim do fator. Esse caso expõe agora de forma mais clara o papel cumprido pela CUT que, além de não defender o fim do fator previdenciário, negociou um reajuste muito menor que o governo, que foi até mesmo rechaçado pelo Congresso. O índice negociado foi ainda utilizado pelo governo a toda hora para negar um reajuste maior.

A lição que fica, porém, é da força da mobilização dos aposentados. Foi a luta que desbloqueou a negociação rebaixada da CUT, impôs o fim do fator no Congresso e garantiu o reajuste de 7,7%. E, mesmo com o veto de Lula, a luta pelo fim do fator previdenciário não terminou. O Congresso pode ainda derrubar o veto. A mobilização dos aposentados agora tem que girar novamente do Planalto para o Congresso, obrigando os parlamentares a derrubarem o veto e pondo um fim definitivo ao fator previdenciário.

Reivindicações

Sinte de São Gonçalo pede audiência com prefeito Jaime Calado

O Sindicato da Educação de São Gonçalo (Sinte) entregou hoje (16) um ofício solicitando uma audiência com o prefeito do município, Jaime Calado (PR). Entre os pontos que o sindicato debaterá com a prefeitura estão o reajuste salarial de 2010, as promoções horizontais e verticais, a estrutura das escolas e o concurso público do município. O Sinte propôs o dia 1º de julho para a realização da audiência.

IPREV São Gonçalo


Não deixe de votar!

domingo, 13 de junho de 2010

Previdência

Prefeito Jaime Calado quer dar golpe em servidores na eleição do IPREV

A prefeitura de São Gonçalo adiou para o dia 23 de junho, véspera de São João, a eleição do Conselho de Fiscalização do IPREV (Instituto de Previdência). Essa atitude do prefeito Jaime Calado esconde uma manobra para prejudicar os servidores.

O prefeito Jaime Calado (PR) só adiou a eleição do Conselho porque percebeu que o Sinte e o Sindsaúde estavam mobilizando os servidores para ocuparem as três vagas a quem têm direito, garantindo representantes honestos e lutadores que fiscalizariam o dinheiro das aposentadorias.

O prefeito não quer que os servidores de luta e independentes do governo façam parte do Conselho. É muito estranho que a prefeitura só tenha notado o erro no edital às vésperas da eleição, justamente depois de perceber nossa campanha para eleger nossos representantes. Essa manobra do prefeito levanta muitas preocupações, principalmente em um município que tem uma história de governos corruptos. Se deixarmos o prefeito Jaime Calado e seus representantes tomarem conta de nossas aposentadorias, corremos o risco de não receber nossos benefícios.

A eleição foi colocada para o dia 23 de junho, véspera de São João, data em que tradicionalmente não tem aula. Mas nós queremos fazer um chamado a todos os servidores. Independente de irmos trabalhar ou não, não podemos deixar a Previdência nas mãos de quem nos ataca e retira nossos direitos. Devemos comparecer às urnas no dia 23, das 8h às 17h, no Clube Auto-Esporte, que fica na Rua Coronel Estevam Moura, s/n, Centro de São Gonçalo. Para votar é preciso levar um documento de identificação. Defender nossa aposentadoria é um dever de todos os servidores que lutam por seus direitos. Vamos derrotar o prefeito nessa eleição do IPREV.

Abaixo, veja quem são nossos candidatos.

Márcia Régia Medeiros (Saúde-Unidade de Jardim Lola), Ivete Silva Varela (Centro de Saúde/SGA), Maria de Fátima de Souza (Saúde-Unidade de Regomoleiro), Marcus Antonio de Freitas (Educação/Sinte), Luciano Gonçalves Costa (Educação/Sinte), Francisca Tereza de Jesus Silva (Educação) e Jair do Nascimento (Educação-Vicente de França).

NÚCLEOS DO SINTE E DO SINDSAÚDE
DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE