segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Protesto
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Nacional
Longe de representar crescimento e aumento do emprego, investimento estrangeiro busca enviar recursos daqui para fora
Não é isso, no entanto, que acontece. O movimento observado é justo o contrário. Só até maio deste ano, foram remetidos ao exterior 10,8 bilhões de dólares, volume quase 40% superior ao enviado no mesmo período do ano passado. Em 2008, o ano fechou com o recorde de 33,8 bi remetidos ao exterior. Já para este ano, o Banco Central prevê que 32 bi deixem o país, ficando 32% acima do enviado em 2009.
Segundo o jornal Valor Econômico, os setores na indústria que lideram as remessas são as montadoras, o setor metalúrgico, químico e de bebidas. Em serviços: telecomunicações, bancos e as seguradoras. Ao mesmo tempo, o volume de investimento estrangeiro direto permanece estável, com 11 bi entrando até maio, mesmo volume de 2009. Em 2009, o investimento estrangeiro direto teve redução de 42%, indo de 45 bi para 25,9 bi. Ou seja, permanecendo esse movimento, de aumento nas remessas e redução dos investimentos estrangeiros, o envio de lucros vai superar o investimento pela primeira vez desde 1994.
O aumento das remessas vem preocupando analistas e o próprio governo, pois, junto com a redução nas exportações e as importações facilitadas pelo câmbio valorizado, isso aumenta o déficit nas transações correntes, ou seja, o conjunto de tudo o que entra e sai do país. Até maio esse déficit atingia 18,7 bilhões. Com a expectativa de forte redução no ritmo de crescimento em 2011, o déficit vai dificultar o país fechar suas contas, mesmo com as reservas que o Banco Central acumulou nos últimos anos.
Sangria
Se por um lado é verdade que a crise internacional acelerou a remessa de lucros (desde 2008 foram 70 bilhões de dólares enviados para fora), por outro a repatriação dos lucros, assim como a sua aceleração, é um processo permanente, não apenas conjuntural, que independe do recente crescimento interno.
Segundo o Valor, a partir de dados do próprio Banco Central, desde 2004 o país vive uma aceleração na remessas de lucros, que pularam de uma média anual de 5 bi para 7,3 bi, subindo em 2005 para 12,7 bi. Tal aceleração da saída de lucros seria uma conseqüência dos investimentos que entraram no Brasil após a abertura econômica e a desregulação financeira da década de 1990. Uma vez investidos, os mais 160 bi que entraram entre 1995 e 2002 retornam agora para os seus donos, incrementados pelos lucros obtidos nesse período.
Já a remessa de lucros dos investimentos financeiros estrangeiros, sob o governo Lula, também aumentou exponencialmente. De acordo com matéria da revista Exame, desde 2003 foram remetidos anualmente 4,8 bi de dólares, montante 277% maior que os lucros remetidos no governo FHC, de 1995 a 2002.
O que representa o investimento estrangeiro?
Uma ideia bastante veiculada, até mesmo por setores considerados progressistas, é a de que o investimento estrangeiro “produtivo”, ou seja, aquele destinado à ampliação ou construção de fábricas e capaz de aumentar a capacidade produtiva, seria benéfico ao país, ao contrário do investimento financeiro meramente especulativo.
Essa ideia mostra o investimento de uma multinacional quase como uma doação filantrópica a um país subdesenvolvido. O fim do investimento estrangeiro é também utilizado como argumento contra propostas como a nacionalização e estatização das grandes empresas e multinacionais. Como se o país dependesse desses investimentos. O governo teria, portanto, a obrigação de atrair o investimento estrangeiro, lançando mão de toda sorte de benefícios e isenções fiscais.
O outro lado dessa história é que, se num primeiro momento esses investimentos podem representar maior emprego e renda, numa segunda etapa ele volta na forma de lucros, num valor dois, três vezes maior.
No caso da atual tendência de aceleração na remessas de lucros, é o resultado dos investimentos realizados na década de 1990. Tais investimentos não geraram emprego, tampouco renda. Ocorreram na esteira de abertura econômica, desregulação financeira e privatização. Ou seja, resultaram no desemprego em massa, desnacionalização e ampliação da pobreza e miséria. E retornam agora incrementados pelo lucro conseguido no Brasil. Tudo amparado e incentivado pelo governo.
As multinacionais não estão preocupadas com a geração de empregos e o crescimento econômico. Orientam-se pela lógica do lucro. A estatização das multinacionais localizadas no país, além de cessar a remessa de lucros, tornaria possível medidas como a redução da jornada de trabalho, a elevação dos salários e a geração dos empregos, colocando o funcionamento dessas empresas de acordo com as reais necessidades da população.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Denúncia
Além disso, o carro de som divulgou que o prefeito Jaime Calado estava realizando uma “revolução na saúde”, garantindo melhores condições de trabalho e atendimento, a exemplo da implantação de aparelhos de ar-condicionado nas Unidades Básicas de Saúde.
Para os diretores dos Núcleos do Sinte e do Sindsaúde, Cristiane Nunes e Vivaldo Júnior, o prefeito está tentando enganar a população com falsas informações sobre a saúde e a educação. “Os trabalhadores sabem que a situação não melhorou. Ao contrário, os serviços vão de mal a pior. A população sente isso todos os dias.”, argumenta Vivaldo.
Revoltada com a propaganda, Cristiane Nunes rebate as informações da Prefeitura. “Ao contrário do que foi dito, as escolas não têm estrutura adequada. O fardamento e a merenda são de péssima qualidade. Muitas vezes servem apenas bolachas com suco e as crianças ainda merendam no chão, porque não há refeitórios. Os ventiladores comprados estão no chão das escolas, empilhados, e as carteiras não são suficientes para as necessidades.”, afirma a diretora do Sinte.
Cristiane também denuncia a situação dos professores. “Em sua propaganda o prefeito não diz, mas não há cursos de capacitação, não houve reajuste salarial e ele ainda retirou direitos dos professores, como a regência de sala e a gratificação que havia nos cursos de 180 horas. Hoje, dentro das escolas, só existem perseguições e assédio moral contra aqueles que lutam por seus direitos.”, destaca.
Na saúde, o quadro não é diferente. O diretor do Núcleo do Sindsaúde, Vivaldo Júnior, explica que o prefeito Jaime Calado continua com sua política de abandono das Unidades Básicas. “Não há nenhuma melhora nos postos de saúde, não existe isso de ar-condicionado nos locais de trabalho. O prefeito continua dificultando o acesso da população ao serviço quando exige o comprovante de residência para realizar o atendimento e faltam medicamentos básicos, como remédios para hipertensão e diabetes.”, denuncia Vivaldo.
O diretor do Sindsaúde disse ainda que a Prefeitura de São Gonçalo paga o pior salário da Grande Natal aos Agentes de Saúde e retirou direitos dos servidores do PSF. “O prefeito Jaime Calado paga apenas um salário mínimo para os agentes e já retirou o décimo terceiro e as férias dos trabalhadores do PSF. Além disso, o clima nas Unidades de Saúde é de medo por causa do assédio moral.”, conclui o diretor.
Em resposta à situação dos serviços públicos e aos ataques da Prefeitura, os Núcleos do Sinte e do Sindsaúde estão realizando atos públicos pelo município. O próximo está marcado para o dia 30 de julho, na escola de Passagem da Vila, às 9 horas.
sábado, 24 de julho de 2010
Sessão Cultural
terça-feira, 20 de julho de 2010
Manifestação em São Gonçalo
Na manhã de hoje (20), trabalhadoras da educação, junto com os Núcleos do Sinte e do Sindsaúde, realizaram um ato público em frente à Escola Municipal 1º de Maio, no bairro de Jardim Lola. A manifestação denunciou as péssimas condições de trabalho, a falta de professores e a má qualidade da merenda.
Professoras em frente à Escola 1º de Maio
De acordo com a professora Iaponira Peixoto, que trabalha há 19 anos na escola, há estagiários assumindo salas de aula no lugar de professores. "Atualmente aqui na escola faltam professores, e nós temos duas estagiárias no turno da manhã assumindo salas de aula sozinhas. Além disso, também temos necessidade de vigia na escola. Fui informada hoje pela direção que o porteiro daqui também trabalhará como vigia. Ou seja, em desvio de função", afirma a professora.
Iaponira também disse que o vigia não terá adicional noturno. "Perguntei a direção se ele teria direito ao adicional noturno. E a resposta foi não.", conta ela.
Ainda segundo a professora, as crianças do 1º de Maio estão fazendo as refeições no chão do pátio da escola. "Não há cadeiras nem mesas onde as crianças possam faz as refeições. Elas comem no chão. Além da falta de higiene, tem também a falta de respeito e a má qualidade da merenda. Elas têm direito a comer em um lugar digno.", relata Iaponira.
Cristiane Nunes, diretora do Sinte
Para Cristiane Nunes, diretora do Sinte, essa é uma realidade de muitas escolas de São Gonçalo. "A situação precária das escolas e dos trabalhadores são constantes no município. Na semana passada um professor denunciou o fato de crianças comerem no chão na Escola Maria de Lourdes. O descaso com a educação é uma política aplicada sem remorsos pelo prefeito Jaime Calado.", denuncia a diretora.
Veja abaixo entrevista da professora Iaponira Peixoto.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Protesto
Venha e lute com a gente!
sábado, 17 de julho de 2010
Arraiá dos Arretados
Sanfoneiro anima a festa
Sócios compareceram...
e aproveitaram a festa
A advogada do Sinte e do Sindsaúde, Juliana Leite, ao lado da diretora Cristiane Nunes
Diretores dos Núcleos fizeram saudações aos sócios
A diretora do Sinte, Socorro Alves, caiu no forró
O professor Francisco Varela e o diretor do Sinte Alderi Dias
Festa teve sorteio de cestas juninas
Não faltou animação entre os presentes
quarta-feira, 14 de julho de 2010
São Gonçalo do Amarante
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Festa

O Sinte e o Sindsaúde de São Gonçalo convidam todos os sócios para o Arraiá dos Arretados. Vai ter churrasco, comida típica, dança e muita animação. Cada sócio terá direito a quatro senhas. Três de churrasco e uma de comida típica. A bebida será a preço de custo. A festa ocorre no próximo dia 16, sexta-feira, às 18 horas, no Clube Auto-esporte.
Ocê é nosso convidado!
São Gonçalo do Amarante
Em reunião com o Secretário Municipal da Educação, Abel Soares, no último dia 5 de julho, os diretores do Núcleo do Sinte de São Gonçalo, Cristiane Nunes, Marcus Antônio e Marleide Firmino, conseguiram o compromisso da Prefeitura de que a mudança de nível (promoções verticais) de 81 professores sairá nos próximos dois meses. Uma parte dos trabalhadores receberá em agosto e a outra em setembro. Além dos diretores do Sinte, também participaram da reunião os professores Francisco Varela e Elizângela de Sá.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Assembleia

A assembleia da Educação terá como pauta os seguintes pontos: informes das audiências, IPREV, Direção do Núcleo, Finanças, Arraiá, Apresentação de Calendário dos Atos e Esclarecimento sobre o reajuste dos Servidores.
A assembleia está marcada para o dia 13 de julho, terça-feira, às 8 horas, no Clube dos Correios.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
São Gonçalo do Amarante
Em 2009:

-segurança do prefeito Jaime Calado agrediu manifestantes da saúde durante uma greve. Um carro foi jogado em cima de uma servidora;
-quatro servidoras foram transferidas do Centro de Saúde de São Gonçalo após a greve;
-prefeitura tentou impedir o retorno de uma enfermeira concursada do Centro de Saúde de São Gonçalo após licença maternidade. O objetivo era colocar uma enfermeira com contrato temporário e sem concurso público;
-a dentista concursada Ana Maria foi transferida do PSF de Serrada para acomodar um dentista contratado sem concurso. Ana Maria ficou sem local de trabalho definido por quase 1 ano, após tirar licença maternidade;
-A arquivista Marinalva, da Unidade de Jardim Lola, foi transferida para o PSF de Serrada e depois para o Centro de Saúde do Amarante. O objetivo foi acomodar mais uma protegida da prefeitura no arquivo da Unidade de Jardim Lola.
Em 2010:
-demissão de cerca de 10 profissionais do PSF (enfermeiros, auxiliares de enfermagem, atendente de consultório), que fizeram um documento pedindo o direito de férias e 13º salário. Eles foram demitidos pela Secretaria de Saúde sem receber nenhuma comunicação, apenas chegaram ao trabalho e descobriram que já havia outros funcionários no lugar;
-a dentista concursada do PSF de Regomoleiro foi transferida sem nenhuma motivação;
-a arquivista Dalva Lúcia, do turno da tarde da Unidade de Jardim Lola, foi perseguida pelo gerente Jean Queiroz e transferida para uma Central do Cidadão. Dalva trabalhava há 16 anos em Jardim Lola e perdeu R$ 270,00 de seu salário com essa mudança. Em seu lugar, a prefeitura colocou uma protegida do prefeito Jaime Calado, do vereador Mendes e do gerente Jean Queiroz;
-a prefeitura abriu processo administrativo para rever as portarias dos agentes de saúde. O objetivo é demitir vários agentes de saúde;
-a prefeitura abriu processo administrativo por acumulação de cargos para que vários servidores da saúde e educação se desliguem de São Gonçalo, pois vão ter de escolher outros empregos, já que o município paga salários muito baixos;
-a Secretária de Saúde, Zenaide Calado, suspendeu por 15 dias o agente de saúde Francis Gleyzer, que denunciou a infestação de ratos e a falta de condições de trabalho para os funcionários do PSF de Serrada.
