quarta-feira, 31 de março de 2010

Greve

São Gonçalo: professores e funcionários fazem passeata contra corte nos salários

Em greve desde o dia 4 de março, os trabalhadores da educação de São Gonçalo do Amarante/RN descobriram ontem que o prefeito Jaime Calado (PR) havia feito, ilegalmente, descontos em seus salários. Entretanto, as ruas do centro da cidade receberam, na manhã de hoje (31), uma passeata de professores e funcionários contra o corte dos dias parados. O protesto saiu da Secretaria de Educação do município e seguiu até a praça Dinarte Mariz, onde os trabalhadores denunciaram o abandono das escolas e os ataques aos direitos dos servidores. Além do prefeito, as críticas também atingiram o Secretário de Educação e ex-sindicalista, Abel Neto, e o professor, ex-diretor do Sinte e defensor do governo, Efigênio, que num programa de rádio chamou os professores de caloteiros.

Para a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de São Gonçalo (Sinte), o prefeito está tomando medidas ilegais com o objetivo de reprimir a legítima paralisação dos educadores. "Jaime Calado pretende endurecer em seus ataques contra a categoria, mas nós não vamos recuar e também vamos endurecer o movimento. Com as escolas do jeito que estão, a retirada de direitos e os cortes em nossos salários, a greve não vai terminar.", afirmou Socorro Alves, uma das coordenadoras do sindicato.



Além do sindicato da educação, participaram também da manifestação o Núcleo do Sindsaúde de São Gonçalo e a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas/RN).

Abusos

O autoritarismo de Jaime Calado não tem limites mesmo. Na tarde de hoje, a sede do sindicato recebeu alguns professores que não tinham aderido à greve, mas que tiveram descontos realizados em seus contra-cheques. Além disso, o prefeito já anunciou que no dia dez de abril irá contratar professores temporários, caso os grevistas não voltem. Assim como o corte do ponto dos trabalhadores, essa é outra medida ilegal tomada pela prefeitura. A assessoria jurídica do Sinte já tomou conhecimento da ameaça e vai encaminhar uma denúncia ao Ministério Público.

Na próxima segunda-feira (05), às 8h, na sede do Conselho Comunitário do Amarante, os professores e funcionários farão outra assembleia para preparar uma resposta aos ataques da prefeitura. O objetivo é ampliar ainda mais a campanha de denúncia contra a situação das escolas e da categoria em São Gonçalo. "Já estamos agilizando uma resposta judicial às ilegalidades de Jaime Calado. Mas também vamos aumentar a força de nosso movimento nas ruas.", concluiu Socorro.

terça-feira, 30 de março de 2010

Greve

Prefeito de São Gonçalo corta salários de trabalhadores da educação
Professores e funcionários, em greve há quase um mês, receberam seus contra-cheques com vários dias de desconto

Às vesperas do dia em que a Ditadura Militar no Brasil completa 46 anos, o prefeito de São Gonçalo do Amarante/RN, Jaime Calado (PR), mostrou mais uma vez o quanto seu governo é autoritário e repressor. Nesta terça-feira (30), quando os trabalhadores da educação, em greve desde o dia 4 de março, foram ao banco verificar o depósito de seus salários, perceberam que a prefeitura havia descontado parte dos dias parados. O mais absurdo dessa medida é que o corte nos rendimentos foi feito de forma ilegal, pois o pedido da prefeitura pela ilegalidade da greve não foi julgado pela Justiça e a paralisação continua sendo legal.

Professora Vanuza Alves, mostrando seu extrato bancário

A professora Vanuza Alves recebe um salário base de R$ 1181,33. Ao retirar seu extrato bancário, percebeu que tinham descontado sete dias de trabalho, o que equivale a R$ 345,43 de sua já reduzida remuneração. Vanuza é uma das mais dedicadas à paralisação e faz parte do comando de greve da categoria. Entretanto, com a professora Maria Diva Ferreira foi ainda pior. Ela recebe como salário base míseros R$ 806,36 e teve descontados 11 dias, o equivalente a R$ 360,00. Com o corte, ela recebeu R$ 553,37, um pouco mais que o atual salário mínimo.

Extrato bancário da professora Vanuza Alves, destacando os descontos

Mesmo sabendo que não poderia fazer os descontos, o prefeito Jaime Calado fez questão de anunciar, dias antes em um programa de rádio, que iria cortar os salários dos servidores grevistas. Essa não é a primeira vez que a prefeitura desrespeita o direito de greve dos trabalhadores. No ano passado, Jaime Calado também descontou parte dos salários dos funcionários da saúde, que realizaram uma paralisação contra as péssimas condições de trabalho.

Extrato bancário da professora Maria Diva; em destaque os dias descontados

A advogada do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do RN (Sinte) - Núcleo de São Gonçalo já preparou um madado de segurança para que a Justiça garanta o pagamento integral dos salários dos servidores, visto que a greve permanece sendo legal. Para a direção do sindicato, essa é mais uma prova de que o prefeito Jaime Calado e seu Secretário de Educação, Abel Neto (PT), não medem esforços quando o assunto é atacar os direitos dos trabalhadores. "A prefeitura vai sentir é nas ruas o peso de mais esse ataque aos nossos salários. O movimento não vai recuar diante do autoritarismo de Jaime Calado. Nossa greve é justa e continua forte. Nós vamos até o fim nessa luta.", afirmou Socorro Alves, uma das coordenadoras do sindicato.

Amanhã (31), às 8h, em frente à Secretaria de Educação do município, professores e funcionários farão um ato público contra o corte dos salários e em defesa da pauta da greve. Entre as principais reivindicações, estão o descongelamento das promoções horizontais e verticais, cumprimento do Plano de Carreira dos funcionários, reajuste salarial de 35%, melhoria nas condições físicas das escolas, cancelamento do Plano de Cargos que retira direitos dos professores e cumprimento do Piso Salarial da categoria.

Até o fim


Trabalhadores da educação mantêm greve e movimento ganha força

Na tarde de ontem (29), os trabalhadores da educação de São Gonçalo do Amarante/RN mandaram um recado para o prefeito Jaime Calado (PR): a greve da categoria não será derrotada. Reunidos em assembleia, cerca de 100 pessoas, entre professores e funcionários decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado e reforçaram o movimento. O sentimento dos trabalhadores é de levar a greve até as últimas consequências. Mesmo diante da possibilidade de o prefeito cortar os salários, a categoria não recuou e resolveu ir com a luta até o fim.

Durante a assembleia, a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte/RN) - Núcleo de São Gonçalo avaliou que a greve segue forte, com cerca de 90% das escolas paradas. Além disso, o sindicato tranquilizou a categoria quanto ao fato de Jaime Calado ameaçar cortar salários. "Ele sabe que não pode fazer isso, é ilegal. Nossa greve não foi julgada. Mas se o prefeito cometer esse abuso, nós já vamos entrar com um mandado de segurança para garantir o pagamento dos trabalhadores", afirmou Socorro Alves, uma das coordenadoras do Sinte.

Ao final da assembleia, a categoria aprovou mais duas atividades da greve. Abaixo, confira as datas.

-Terça-feira (30/03) - panfletagem em frente ao Nordestão, na entrada de São Gonçalo, às 17h.

-Quarta-feira (31/03) - ato público em frente à prefeitura, às 8h.

sábado, 27 de março de 2010

Saúde-Campanha Salarial

Trabalhadores aprovam calendário de lutas

Reunidos em assembleia realizada na manhã de ontem (26), no Clube dos Correios, os trabalhadores da saúde pública de São Gonçalo do Amarante/RN aprovaram um calendário de lutas para enfrentar os ataques do prefeito Jaime Calado (PR) e iniciar a Campanha Salarial 2010.

A assembleia discutiu também as péssimas condições de trabalho na saúde, as perseguições a funcionários e a cobrança irregular do comprovante de residência em nome do paciente para atendimento especializado.

Além disso, o Núcleo do Sindsaúde apresentou uma proposta de reajuste de 34,22% para recuperar as perdas salariais de 2007 em todos os níveis e defendeu a realização de mobilizações nos locais de trabalho para construir uma possível greve. Após o debate, a categoria aprovou a proposta, juntamente com um calendário de lutas.

Calendário

-Quarta-feira (31/03) - Ida à prefeitura para marcar uma audiência;
-Manifestações nas unidades de saúde sobre a situação salarial dos servidores, contratos irregulares e condições de trabalho:
* 06/04 - Terça-feira, às 8h, em Regomoleiro
* 13/04 - Terça-feira, às 8h, em Santo Antônio
* 20/04 - Terça-feira, às 8h, no Amarante
* 28/04 - Quarta-feira, em Uruaçu
-Assembleia na primeira quinzena de abril.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Protesto

Sindicatos protestam contra Jaime Calado no Centro de Natal
Manifestação reuniu trabalhadores da saúde e educação de São Gonçalo do Amarante

O Calçadão da Rua João Pessoa, no Centro de Natal/RN, recebeu na tarde de hoje (26) um protesto de trabalhadores da saúde e educação de São Gonçalo do Amarante/RN. A atividade reuniu cerca de 70 pessoas e teve o objetivo de denunciar o prefeito do município, Jaime Calado (PR), que desde o ano passado ataca os direitos dos servidores e da população em geral. A manifestação também fazia parte do calendário de atividades do Sindicatos da Educação de Ceará-Mirim e de São Gonçalo, cujas categorias estão em greve há 22 dias.

Entre as entidades sindicais que participaram para prestar solidariedade, estavam a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas/RN), o Núcleo do Sindsaúde de São Gonçalo e a Regional do Sindicato da Educação de Umarizal. Utilizando faixas, bandeiras e panfletos, os manifestantes denunciaram o abandono da educação pública, o trabalho precário na saúde e a intransigência de Jaime Calado em negociar a pauta da greve dos professores e funcionários de São Gonçalo.


Além disso, o ato público também denunciou o prefeito de Ceará-Mirim, Antônio Peixoto (PR), que não atende as necessidades dos trabalhadores da educação do município e desrespeita a população com o abandono das escolas.

A diretora do Núcleo do Sindsaúde, Elineusa, acusou Jaime Calado de impedir o acesso do povo de São Gonçalo aos serviços de saúde. A acusação tem como base o fato de a prefeitura cobrar das pessoas um comprovante de residência no próprio nome para poder receber atendimento especializado no município.

Alexandre Guedes, da Conlutas, e Gabriel da Costa, do Sinte de Umarizal, também defenderam a greve da educação em Ceará-Mirim e São Gonçalo, além de alertarem os trabalhadores para não confiarem nos seus respectivos governos.

Ao final do protesto, os manifestantes demonstraram muita disposição para continuar lutando por direitos, serviços públicos de qualidade e contra todos os ataques aos interesses do povo e da classe trabalhadora.

Caos nas escolas

Escola da Zona Rural de São Gonçalo está caindo aos pedaços

A Escola Municipal Leonel Mesquita, localizada na comunidade de Rio da Prata, Zona Rural de São Gonçalo do Amarante/RN, pode ser facilmente confundida com um cenário de fim de guerra. Paredes arrebentadas e mofadas, telhado apodrecido, carteiras e estantes quebradas etc. A impressão que se tem é de que um furacão passou pelo local. De acordo com alguns professores ouvidos pela direção do Sindicato da Educação de São Gonçalo (Sinte), a escola não apresenta condições de trabalho nem de aprendizagem.

Os diretores do sindicato visitaram a escola Leonel Mesquita na última terça-feira (23) para realizar uma reunião com professores e funcionários e puderam constatar o caos que vive a unidade de ensino. Para a direção do Sinte/RN, a responsabilidade pela situação da escola é do prefeito Jaime Calado (PR) e demonstra o completo desrespeito da prefeitura com pais, alunos e profissionais da educação.

Após a reunião com o sindicato, os trabalhadores de Leonel Mesquita decidiram aderir a greve da categoria.

Abaixo, veja as fotos da escola.

Telhado apodrecido

Paredes mofadas

Estante quebrada

quinta-feira, 25 de março de 2010

Protesto

Sinte fará ato público em Natal nesta sexta

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de São Gonçalo do Amarante/RN (Sinte) fará um ato público amanhã (26), às 16h, no Calçadão da Rua João Pessoa, no Centro de Natal. A manifestação é parte das atividades da greve e vai reunir professores e funcionários para protestar contra as péssimas condições das escolas do município, a perda de direitos, os baixos salários, a falta de democracia e a perseguição a funcionários. Além disso, o protesto ainda vai denunciar os ataques da prefeitura aos serviços de saúde.

O ato público também contará com a participação de outras entidades sindicais, como a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas/RN) e o Núcleo do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de São Gonçalo. O objetivo do protesto é chamar a atenção da sociedade para o caos que existe na educação pública e o desrespeito do governo de Jaime Calado (PR) com a população e os trabalhadores do município.

Audiência

O sindicato foi informado de que está marcada uma nova audiência com a prefeitura de São Gonçalo para negociar a pauta da greve. Dessa vez, segundo informações recebidas, com a presença do prefeito Jaime Calado. A reunião será amanhã (26), às 14h, na sede da prefeitura.

Participe!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Enquete


Queremos saber a sua opinião!

Baixos salários, retirada de direitos, aumento de impostos sobre os mais pobres, falta de democracia, perseguição a funcionários, assédio moral, destruição dos serviços públicos, entre outros graves problemas. É assim que a atual prefeitura governa São Gonçalo do Amarante/RN. O Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte) e o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde) não aceitam esta situação e lutam contra todos os ataques do governo.

Mas nós também precisamos saber a sua opinião sobre as posturas, as medidas e a política do prefeito Jaime Calado (PR). Por esta razão, queremos fazer uma ENQUETE com você, trabalhador. Vamos lá. Diga o que acha do governo. Basta escolher uma das opções na coluna da direita e votar.

Não deixe de dar a sua opinião!

Greve em São Paulo

“Queria trabalhar com ser humano, mas a Educação virou um produto e as escolas, são como fábricas”

Professor conta que o ensino piorou muito nos últimos anos




Diego Cruz, de São Paulo

Quando cursava a faculdade, o então estudante Luciano Lira sonhava em trabalhar com “ser humano”. Via na escola e na carreira de professor sua chance para isso. “A escola era o lócus em que se trabalhava com o ser humano”, explica Luciano, que começou a dar aula de Filosofia na rede pública de São Paulo em 1994.

Com o passar dos anos, porém, como outros incontáveis colegas, o professor se decepcionou. Não é difícil entender a razão. Ele testemunhou todo o processo de sucateamento e acelerada precarização do ensino naqueles anos. “Quando comecei, as condições não eram tão ruins, mas foram piorando muito”, conta. Em 1997, angustiado, chegou a deixar o Estado para trabalhar em Minas Gerais. Voltou em 2001, mas não gostou do que viu. “Percebi que as coisas não tinham melhorado, pelo contrário”.

Luciano reclama que a Educação passou a ser vista como um mero produto, e as escolas, como verdadeiras fábricas. Algo bem diferente do que queria quando se formou pensando em dar aulas. “Temos a sala superlotada, uma carga de trabalho multiplicada para que possamos pagar as contas, além de uma série de leis que vem aprovadas que, no mínimo, nos deixam bastante angustiados”.

O professor de Filosofia dá aulas há três anos numa escola do bairro do Rio Bonito, na Zona Sul da capital. O grande número de turmas que é obrigado a pegar impossibilita que suscite ou desenvolva qualquer tipo de reflexão, o que deveria ser o objetivo de uma disciplina como a sua. “Eu tenho 1 aula em cada sala, então, para pegar 20 aulas e receber R$ 920, tenho que pegar 20 turmas, de 40 a 50 alunos cada, então eu vou ter uma quantidade de alunos que torna praticamente impossível desenvolver um bom trabalho”, conta.

Hoje, ele dá aula para 17 turmas e só consegue sobreviver como professor por trabalhar também em outra escola. “É bem raro o professor que não tem um problema de estômago ou que não está estressado”, denuncia. “Algum professor deve ter feito mal pra esse governo, porque pra não gostar de professor assim... alguma coisa deve ter acontecido”.

Luciano se revolta ainda contra a imprensa, que diariamente manipula as informações sobre a greve e difunde as versões do governo Serra de que a greve atinge só 1% da categoria. A escola de Luciano, por exemplo, conta com 80% de paralisação. “A gente pelo menos queria confiar mais na imprensa. Tem 50 mil aqui hoje, isso vai contra qualquer coisa que a imprensa vem veiculado”, diz, olhando para os milhares de professores que se concentravam para a assembleia no vão do Masp.

O professor, mesmo indignado contra o que chama de desestruturação do Ensino Público nos últimos 15 anos, não se mostra prostrado ou desanimado. “Acredito que vamos conseguir com a nossa luta reverter muita coisa que foi feita contra a escola pública nos últimos anos”, diz, segurando uma bandeira da Conlutas e com uma faixa na cabeça com a frase “professores em greve”.

terça-feira, 23 de março de 2010

Greve


Trabalhadores e população fazem ato público em Rio da Prata

Na tarde de hoje (23), cerca de 70 pessoas, entre trabalhadores da educação, alunos e moradores, realizaram um ato público em frente à Escola Municipal Leonel Mesquita, em Rio da Prata, na Zona Rural de São Gonçalo do Amarante/RN. O protesto denunciou as péssimas condições das escolas da região, atendendo a um pedido das comunidades de Utinga, Barro Duro, Alagadiço e Rio da Prata.


Alunos e professores em frente à escola Leonel Mesquita

Participaram da manifestação professores e alunos da escola Leonel Mesquita, além de diretores do Sindicato da Educação (Sinte), do Núcleo do Sindsaúde e trabalhadores de outras comunidades de São Gonçalo.

Vivaldo Júnior, coordenador do Sindsaúde de São Gonçalo

O professor Francisco Varela atacou o descaso do prefeito Jaime Calado (PR) com a educação do município e defendeu o fortalecimento da greve. Já o coordenador do Sindsaúde, Vivaldo Júnior, prestou solidariedade à luta dos educadores e denunciou os ataques da prefeitura contra os trabalhadores e a população de São Gonçalo, como é o caso da exigência de comprovante de residência para garantia de atendimento.

Francisco Varela, professor

Após o ato, houve uma reunião com os profissionais de Rio da Prata e demais comunidades, que também aderiram à greve.

À beira do caos

Escolas de São Gonçalo pedem socorro

As escolas municipais de São Gonçalo do Amarante/RN estão à beira do caos. Há prédios destruídos, carteiras quebradas, salas sem ventiladores, instalação elétrica exposta, banheiros inadequados, paredes mofadas, entre outros graves problemas. Diante disso tudo, o prefeito Jaime Calado (PR) insiste em dizer que as escolas foram reformadas. Entretanto, até hoje a Secretaria de Educação não divulgou quais as unidades de ensino que passaram por reparos.

Essa atitude prova que a prefeitura não só não reformou as escolas como também não tem nenhum respeito pela população que precisa da educação pública.

Abaixo, veja o que Jaime Calado está fazendo com o ensino em São Gonçalo do Amarante.






Protesto

Sinte fará ato público em Rio da Prata

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de São Gonçalo do Amarante/RN (Sinte), em conjunto com os servidores em greve, fará um ato público hoje (23), às 15h, na Escola Leonel Mesquita, na comunidade de Rio da Prata, Zona Rural do município. O protesto é parte das atividades da greve dos trabalhadores da educação e atende a um pedido dos próprios moradores do local, assim como das comunidades de Utinga, Barro Duro e Alagadiço.

A manifestação vai denunciar as péssimas condições das escolas e o desrespeito do prefeito Jaime Calado (PR) com a educação pública.

domingo, 21 de março de 2010

Denúncia

Cobrança de comprovante de residência deixa criança sem atendimento médico

A dona de casa Maria de Fátima Fernandes é mãe de uma criança de 13 anos com problemas de crescimento. Como se já não tivesse muito com o que se preocupar, dona Maria precisa enfrentar também os abusos e as ilegalidades cometidas pelo prefeito de São Gonçalo do Amarante/RN, Jaime Calado (PR) e sua Secretária de Saúde, Zenaide Maia Calado.

Na última sexta-feira (19), dona Maria de Fátima procurou o Núcleo do Sindsaúde para fazer uma denúncia. De acordo com ela, seu filho de 13 anos não pôde realizar um tratamento médico porque não possui comprovante de residência no próprio nome. "Eu, que sou a responsável por ele, tenho comprovante. Mas o menino é de menor e não tem esse documento. Disseram que só pode ser atendido se tiver comprovante no nome dele. Agora eu fico aqui com meu filho sentindo dor, sem crescer direito e sem poder fazer o tratamento. Nunca vi isso.", desabafa a dona de casa.

Desde o final do ano passado, a Secretaria de Saúde exige comprovante de residência com o nome do paciente para permitir a realização de exames, consultas especializadas e cirurgias. Acontece que muitas pessoas moram de aluguel ou na casa de parentes e não possuem o documento. Alguns idosos e crianças, por exemplo, não têm como comprovar residência. Além disso, a exigência fere os princípios da saúde pública.

Dessa forma, a prefeitura e a secretaria de saúde estão impedindo o acesso da população ao SUS (Sistema Único de Saúde). Mas os abusos não param por aqui. As pessoas estão sendo orientadas a fazer dívidas (carnês, cartões de crédito etc) para conseguir um comprovante de residência. O Núcleo do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RN (Sindsaúde) em São Gonçalo já tomou conhecimento de vários casos semelhantes ao de dona Maria e vai denunciar a ilegalidade ao Ministério Público Estadual.

Abaixo, veja o desabafo de dona Maria de Fátima.

Denúncia

Servidora da saúde de São Gonçalo denuncia perseguição no trabalho

A servidora pública da saúde de São Gonçalo do Amarante/RN, Dalva Lúcia da Silva, denunciou, na última sexta-feira (19), que está sendo vítima de perseguição no trabalho. Dalva, que há 16 anos trabalha na Unidade de Jardim Lola como arquivista, recebeu um memorando informando que ela seria devolvida à Secretaria de Saúde do município. O documento não diz o motivo da devolução nem apresenta provas da acusação feita pelo gerente do posto de saúde, Jean Queiroz, que afirma que a servidora teria tratado mal três pacientes.

De acordo com Dalva e o Núcleo do Sindsaúde de São Gonçalo, o objetivo é colocar no lugar da trabalhadora concursada um apadrinhado político do prefeito Jaime Calado (PR). Uma das supostas vítimas, inclusive, já negou a acusação contra Dalva Lúcia. "Estou sofrendo uma perseguição. Nunca tratei mal nenhum paciente. Conheço todo mundo aqui em Jardim Lola e todos sabem que jamais faria isso com qualquer paciente.", explica a servidora.

O sindicato fará amanhã (22), na Unidade de Jardim Lola, às 16h, um ato público em defesa da trabalhadora.

Abaixo, assista ao vídeo e veja o que diz a arquivista.

Comunicado

Nota para a população

O Núcleo do Sindsaúde de São Gonçalo do Amarante/RN chama toda a população para participar de um ato público nesta segunda-feira, dia 22, às 4 horas da tarde, em frente à Unidade de Saúde de Jardim Lola. Vamos defender os servidores e o direito de todos terem acesso à saúde.

Há 16 anos a servidora concursada Dalva trabalha na Unidade de Saúde de Jardim Lola. Nesse tempo, nunca se ouviu uma reclamação sobre ela. Porém, no último período Dalva vem sendo vítima de uma perseguição no trabalho. O gerente do posto acusa, sem prova nenhuma, a servidora de ter feito algo que ela não fez: tratar mal a população. Agora, estão querendo mudá-la de unidade e até mesmo retirá-la da saúde do município. Com isso, a prefeitura e o gerente querem colocar no lugar um apadrinhado político, ganhando hora extra.

A prefeitura de São Gonçalo também está dificultando o acesso da população aos serviços de saúde. Agora, as pessoas, se quiserem consultas especializadas, exames e cirurgias, precisam apresentar comprovante de residência no próprio nome. Aqueles que não tiverem o documento em seu nome ficam sem acesso à saúde.

Por exemplo: uma criança, de 13 anos, com problemas de crescimento, não pôde ser atendida porque não tinha um comprovante de residência em seu nome. A mãe foi informada de que o dela não serviria. Apenas o da criança. Além disso, a Secretaria de Saúde está orientando as pessoas a se endividarem (fazendo carnês etc) para poder comprovar residência. Isso é um crime. E nós vamos denunciar ao Ministério Público Estadual.

Não aceite essa situação. Venha protestar com a gente. Vamos defender o direito à saúde e os servidores concursados. É nesta segunda-feira, dia 22, às 4 horas da tarde, na Unidade de Saúde Jardim Lola.

Núcleo do Sindsaúde de São Gonçalo do Amarante/RN