quarta-feira, 31 de março de 2010
Greve
terça-feira, 30 de março de 2010
Greve
A professora Vanuza Alves recebe um salário base de R$ 1181,33. Ao retirar seu extrato bancário, percebeu que tinham descontado sete dias de trabalho, o que equivale a R$ 345,43 de sua já reduzida remuneração. Vanuza é uma das mais dedicadas à paralisação e faz parte do comando de greve da categoria. Entretanto, com a professora Maria Diva Ferreira foi ainda pior. Ela recebe como salário base míseros R$ 806,36 e teve descontados 11 dias, o equivalente a R$ 360,00. Com o corte, ela recebeu R$ 553,37, um pouco mais que o atual salário mínimo.
Até o fim
Na tarde de ontem (29), os trabalhadores da educação de São Gonçalo do Amarante/RN mandaram um recado para o prefeito Jaime Calado (PR): a greve da categoria não será derrotada. Reunidos em assembleia, cerca de 100 pessoas, entre professores e funcionários decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado e reforçaram o movimento. O sentimento dos trabalhadores é de levar a greve até as últimas consequências. Mesmo diante da possibilidade de o prefeito cortar os salários, a categoria não recuou e resolveu ir com a luta até o fim.
Durante a assembleia, a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte/RN) - Núcleo de São Gonçalo avaliou que a greve segue forte, com cerca de 90% das escolas paradas. Além disso, o sindicato tranquilizou a categoria quanto ao fato de Jaime Calado ameaçar cortar salários. "Ele sabe que não pode fazer isso, é ilegal. Nossa greve não foi julgada. Mas se o prefeito cometer esse abuso, nós já vamos entrar com um mandado de segurança para garantir o pagamento dos trabalhadores", afirmou Socorro Alves, uma das coordenadoras do Sinte.
Ao final da assembleia, a categoria aprovou mais duas atividades da greve. Abaixo, confira as datas.
-Terça-feira (30/03) - panfletagem em frente ao Nordestão, na entrada de São Gonçalo, às 17h.
-Quarta-feira (31/03) - ato público em frente à prefeitura, às 8h.
sábado, 27 de março de 2010
Saúde-Campanha Salarial
sexta-feira, 26 de março de 2010
Protesto
Caos nas escolas
Telhado apodrecido
Paredes mofadas
Estante quebrada
quinta-feira, 25 de março de 2010
Protesto
O sindicato foi informado de que está marcada uma nova audiência com a prefeitura de São Gonçalo para negociar a pauta da greve. Dessa vez, segundo informações recebidas, com a presença do prefeito Jaime Calado. A reunião será amanhã (26), às 14h, na sede da prefeitura.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Enquete

Greve em São Paulo

Diego Cruz, de São Paulo
terça-feira, 23 de março de 2010
Greve
Vivaldo Júnior, coordenador do Sindsaúde de São Gonçalo
O professor Francisco Varela atacou o descaso do prefeito Jaime Calado (PR) com a educação do município e defendeu o fortalecimento da greve. Já o coordenador do Sindsaúde, Vivaldo Júnior, prestou solidariedade à luta dos educadores e denunciou os ataques da prefeitura contra os trabalhadores e a população de São Gonçalo, como é o caso da exigência de comprovante de residência para garantia de atendimento.
Francisco Varela, professor
Após o ato, houve uma reunião com os profissionais de Rio da Prata e demais comunidades, que também aderiram à greve.
À beira do caos



Protesto
domingo, 21 de março de 2010
Denúncia
Denúncia
Comunicado
Há 16 anos a servidora concursada Dalva trabalha na Unidade de Saúde de Jardim Lola. Nesse tempo, nunca se ouviu uma reclamação sobre ela. Porém, no último período Dalva vem sendo vítima de uma perseguição no trabalho. O gerente do posto acusa, sem prova nenhuma, a servidora de ter feito algo que ela não fez: tratar mal a população. Agora, estão querendo mudá-la de unidade e até mesmo retirá-la da saúde do município. Com isso, a prefeitura e o gerente querem colocar no lugar um apadrinhado político, ganhando hora extra.
A prefeitura de São Gonçalo também está dificultando o acesso da população aos serviços de saúde. Agora, as pessoas, se quiserem consultas especializadas, exames e cirurgias, precisam apresentar comprovante de residência no próprio nome. Aqueles que não tiverem o documento em seu nome ficam sem acesso à saúde.
Por exemplo: uma criança, de 13 anos, com problemas de crescimento, não pôde ser atendida porque não tinha um comprovante de residência em seu nome. A mãe foi informada de que o dela não serviria. Apenas o da criança. Além disso, a Secretaria de Saúde está orientando as pessoas a se endividarem (fazendo carnês etc) para poder comprovar residência. Isso é um crime. E nós vamos denunciar ao Ministério Público Estadual.
Não aceite essa situação. Venha protestar com a gente. Vamos defender o direito à saúde e os servidores concursados. É nesta segunda-feira, dia 22, às 4 horas da tarde, na Unidade de Saúde Jardim Lola.
Núcleo do Sindsaúde de São Gonçalo do Amarante/RN

