segunda-feira, 23 de julho de 2012

Denúncia

SINDICATO PARA LUTAR POR SALÁRIO OU PARA ENDIVIDAR OS TRABALHADORES?

A cooperativa financeira que a direção estadual do Sindsaúde (Natal) pretende criar junto com outros sindicatos só reforça a dependência econômica dos trabalhadores aos empréstimos. E o pior: coloca o sindicato em pé de igualdade com a agiotagem.

Com a cooperativa de crédito, o Sindsaúde Estadual vai endividar os trabalhadores com o próprio o dinheiro, fruto do desconto dos filiados. Assim, a direção do sindicato em Natal seguirá o exemplo dos governos e patrões. Num momento de arrocho salarial e crise financeira, apostam no endividamento dos trabalhadores usando empréstimos e juros.

A Oposição CSP-Conlutas na Saúde, da qual o Sindsaúde de Mossoró faz parte, chama os trabalhadores a rejeitarem essa manobra da direção do sindicato, que prefere endividar a categoria ao invés de organizar a luta para ganhos reais nos salários.

O dinheiro do sindicato é para fortalecer a organização dos trabalhadores da saúde e não para investir no jogo sujo do mercado financeiro.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Nacional

Marcha de servidores federais em greve e de Centrais Sindicais convoca novo dia de luta em 2 de agosto

Caravanas vieram de todo o país neste dia 18. Aos poucos, chegavam trabalhadores e estudantes de diversos estados que se encontravam com os servidores federais, já acampados em Brasília no "Acampamento da Greve". A marcha da Catedral saiu às 9 horas. A cada ponto de parada, a manifestação reunia mais pessoas. Foram cerca de 10 mil participantes nas ruas da capital federal.

Esta não foi uma manifestação somente dos servidores públicos federais em greve. Metalúrgicos de São José dos Campos, professores de Minas Gerais, estudantes em greve e também representação do Ministério Público do Rio Grande do Sul estavam presentes. Assim como estavam presentes as centrais sindicais CSP-Conlutas, CUT e CTB. Foi um movimento de solidariedade à greve dos servidores.

O primeiro grande protesto foi em frente ao Palácio do Planalto. No final da manhã, um ato em frente ao Ministério do Planejamento bloqueou a entrada e a saída do Ministério e exigiu uma resposta da ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

De acordo com o membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Zé Maria de Almeida, o governo demonstrou mais uma vez sua intransigência e falta de compromisso com os serviços públicos e com os servidores públicos. "O governo não negocia e alega que não há recursos para o setor público, mas direciona a maior parte da verba do PIB (Produto Interno Bruto) para os banqueiros, com o pagamento dos juros das dívidas, e para as indústrias, por meio da isenção de impostos, entre outros benefícios", salientou Zé Maria.

2 de agosto
As três centrais sindicais presentes na manifestação convocaram um Dia Nacional de Lutas para o próximo dia 2 de agosto em apoio à greve dos servidores públicos federais. "Essa manifestação de hoje, além de mostrar que os servidores públicos federais estão dispostos a levar essa luta em frente para quebrar a intransigência do governo, também nos permitiu dar um passo à frente com a convocação do Dia Nacional de Lutas em 2 de agosto", destacou Zé Maria.

O Dia Nacional de Luta, em 2 de agosto, convocado pela CSP-Conlutas, CUT e CTB, pretende ser uma grande manifestação de solidariedade à greve dos servidores e exigir que o governo Dilma negocie em direção ao atendimento das reivindicações da categoria, que vem sofrendo há mais dez anos com os ataques recorrentes dos governos Lula e FHC numa demonstração de descaso com os serviços públicos no país.


Com informações da CSP-Conlutas

terça-feira, 17 de julho de 2012

Educação Pública

Intransigência do governo força continuidade da greve nas universidades federais

Servidores federais em greve acampam na Esplanada dos Ministérios; neste dia 18 ocorre grande marcha a Brasília

A intransigência do governo Dilma está forçando a continuidade da greve dos professores nas universidades federais, que já entra em seu segundo mês e atinge 57 das 59 unidades, além de 34 dos 38 institutos federais, uma das maiores greves da história no setor.

Os docentes estão parados desde o dia 17 de maio, exigindo a reestruturação do Plano de Carreira, promessa do governo em 2011 que até agora não saiu do papel, além de recomposição das perdas salariais e a reversão da precarização que atinge as instituições federais.

Após enfrentarem a intransigência e “enrolação” do Governo Federal, que marcou e desmarcou reuniões com o movimento sem maiores explicações, houve por fim uma rodada de negociações nesse dia 13 de julho, em Brasília. Ao mesmo tempo em que representantes do Ministério do Planejamento se reuniam com os professores grevistas, o ministro da Educação Aloizio Mercadante e a de Planejamento, Miriam Belchior, iam à imprensa informar o “fim da greve” com uma proposta que supostamente garantiria 45% de reajuste.

A realidade, porém, passa ao largo das cifras divulgadas pelo governo e a proposta, ao invés de melhorar, piora a situação dos docentes.

Manobra para acabar com a greve
Segundo o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a proposta apresentada pelo governo “sequer recompõe as perdas inflacionárias dos salários de grande parte da categoria”. Segundo análise do Comando Nacional de Greve, as propostas “apresentam um rebaixamento do valor real da remuneração dos professores”. Além disso, ao contrário do que reivindicam os docentes, a estruturação de uma única carreira, o governo aposta na divisão da categoria.

Os 45% de reajuste foram amplamente divulgados pela imprensa. Mas os cálculos do governo partem de uma manobra, tomando como referência os salários de julho de 2010 e simplesmente desconsiderando a inflação nos próximos três anos (35% de acordo com levantamento do Comando de Greve a partir da inflação dos últimos 30 meses) para chegar ao valor de 45%. A proposta do governo, na verdade, garante apenas um pequeno aumento para uma classe de professores que está no topo da carreira e que representa menos de 10% da categoria.

Intensificar a mobilização
A greve nas universidades federais já é uma das maiores greves do setor desde 2001, pelo menos. Começou com os docentes cruzando os braços no dia 17 de maio, sendo seguidos pelos funcionários, que pararam no dia 13 de junho e pelos estudantes, que decretaram greve estudantil em dezenas de universidades e elegeram um Comando Nacional de Greve para exigir suas próprias reivindicações. A força da mobilização e a ação unificada desses três setores vêm expondo a dura realidade das universidades federais em todo o país, como a estrutura precária e a falta de docentes.

Esta semana deve ser decisiva para a greve nas universidades e no funcionalismo público federal. Neste dia 16 os servidores começaram a montar um acampamento em Brasília, parte da agenda de mobilizações do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais. Já neste dia 18, quarta-feira, os servidores devem tomar Brasília em uma grande marcha. Os estudantes, por sua vez, participam também de uma reunião ampliada do Comando Nacional de Greve, dia 19, também em Brasília.

sábado, 14 de julho de 2012

Festa Junina

SINTE E SINDSAÚDE DE SÃO GONÇALO REALIZAM III ARRAIÁ DOS ARRETADOS

Na noite da última sexta-feira, dia 13, os sindicatos da educação (Sinte) e da saúde (Sindsaúde) de São Gonçalo do Amarante realizaram a terceira edição do Arraiá dos Arretados. A festa aconteceu na área de lazer do sindicato da construção de civil, no bairro de Jardim Lola, e garantiu muita animação para os sócios. Ao som do bom e velho forró pé-de-serra, o arraiá reuniu dezenas de servidores numa confraternização que já virou tradição entre os trabalhadores da saúde e da educação. Teve de tudo. Bebida, comida, sorteio de cestas juninas e uma quadrilha matuta puxada pela diretora do Sinte de São Gonçalo, Socorro Alves. Veja as fotos.





















quinta-feira, 12 de julho de 2012

É amanhã!!!

Nacional

Cai Demóstenes, fica a corrupção

Demóstentes é o segundo senador cassado da história da República e vira agora um emblema vivo de uma das instituições mais atrasadas do país

O Senado Federal decidiu, em sessão realizada nesta quarta-feira, 11 de julho, pela cassação do mandato de Demóstenes Torres. Protagonista em escândalo de corrupção trazido à tona pela operação Monte Carlo, da Polícia Federal, o ex-senador é acusado de ter posto seu mandato a serviço do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Por 56 votos a favor e 19 contra, com 5 abstenções, Demóstenes teve suspenso seu mandato e outros direitos políticos – tornando-se inelegível até 2027. Os senadores, no entanto, não abriram mão do absurdo mecanismo da votação secreta para o julgamento de seu colega.

Após a cassação, apesar de perder o direito ao foro privilegiado junto ao STF, o ex-senador está livre para reassumir seu cargo de Procurador de Justiça no Ministério Público de Goiás. Não fosse a ambição sem limites desse tipo de gente, Demóstenes até que poderia se contentar.

"Cão sarnento"
Em seu discurso de defesa, em que teve meia hora para se pronunciar, o ex-senador sustentou a fantástica tese de que “já provou sua inocência” – frase que repetiu sucessivas vezes. Com a desfaçatez típica de quem enriqueceu às custas do povo, Demóstenes alegou ser vítima de uma campanha midiática de calúnias e de um pré-julgamento sem precedentes: “fui perseguido como um cão sarnento”, afirmou em passagem anedótica de sua intervenção.

Após a votação, interrompeu-se a trajetória parlamentar de Demóstenes. Outrora tido como um “paladino da moralidade”, passa, agora, a ser o segundo senador cassado da história da República e um emblema vivo de uma das instituições mais atrasadas do país.

Nada vai mudar
Mas, ao contrário do que se poderia imaginar, a queda de Demóstenes não vai mudar nada no Senado, que vai continuar sendo um balcão de negócios, repleto de negociatas em seus bastidores. E quem chega para ocupar o assento deixado por Demóstenes é um chegado da mesma patota.

Deve assumir nas próximas semanas Wilder Pedro (DEM), suplente de Demóstenes e atual Secretário de Infraestrutra de Goiás. Ironicamente, Wilder é ex-marido da atual esposa de Carlinhos Cachoeira. Segundo as mesmas gravações telefônicas que incriminaram Demóstenes, houve influência de Cachoeira para fosse escolhido como suplente na chapa do DEM.

Milionário, é um dos donos do grupo Orca, que atua no ramo da construção civil e na administração de shopping centers. A empresa foi a segunda principal doadora da campanha de Demóstenes, em um total de R$ 700 mil. Para piorar, há indícios de que Wilder tenha omitido informações em sua declaração de bens à Justiça Eleitoral, já que o montante declarado não bate com os registros da Junta Comercial de Goiás.

Senado quer livrar a cara
A cassação de Demóstenes, com votação no plenário do Senado, não representa uma virada no curso dessa instituição. Pelo contrário, é uma manobra para recompor a imagem do próprio Senado e preservar os demais corruptos da Casa, diante da contundência das denúncias. A imagem de Sarney, corrupto de renome e presidente do Senado, conduzindo a sessão fala por si.

Essa Casa, com seus mandatos de 8 anos, privilégios sem fim e com eleições antidemocráticas, que não respeita a proporcionalidade entre as populações dos estados, não tem autoridade alguma para agir em nome da “transparência” ou da “moralidade”. Sendo assim, cassou Demóstenes para conter um maior desgaste e enterrar, de vez, o assunto.

Lamentavelmente, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL), que poderia ter denunciado essa farsa, optou por agir em uma unidade acrítica com seus colegas. O parlamentar, que corretamente entrou com a representação que resultou na cassação de Demóstenes, não se diferenciou em nada do discurso da “moralidade” e da “missão ética dos mandatos”. Assim, em vez de sua atuação desmascarar o caráter anti-povo do Senado, colaborou em nutrir esperanças em uma saída para a corrupção por dentro da falsa democracia em que vivemos.

Prisão e confisco dos bens!
Somente nas ruas Demóstenes e seus corruptores poderão ver a luta por uma verdadeira punição por seus crimes. O que esses senhores merecem, mais que a perda de um mandato, é cadeia e o confisco de todos os seus bens. Enquanto um pobre que furta um cacho de bananas é preso, esses senhores continuam à solta e desfrutando de uma vida repleta de conforto.

É mais um caso que mostra que o financiamento privado de campanha também deveria acabar. Enquanto as grandes empresas forem “proprietárias” de mandatos parlamentares, não apenas a corrupção vai continuar, como medidas como a cassação de Demóstenes seguirão, na prática, a serviço de que tudo continue como está.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Represália

PREFEITO JAIME CALADO TRANSFERE ENFERMEIRA QUE PARTICIPOU DA GREVE

O prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado (PR), está novamente perseguindo um trabalhador que ousou lutar por seus direitos neste município. Desta vez, trata-se de uma enfermeira do PSF que participou ativamente da última greve da saúde. Para punir a servidora, a Prefeitura decidiu transferi-la da unidade de saúde de Regomoleiro para a unidade do Golandim 1. A enfermeira também chegou a ser perseguida pela direção do posto de saúde antes de ser transferida. Para o Sindsaúde de São Gonçalo, essa é mais uma prova de que o prefeito Jaime Calado odeia os trabalhadores, principalmente aqueles que lutam por seus direitos.

O sindicato é contra essa perseguição e chama todos os servidores e moradores da comunidade a protestarem contra mais essa ação autoritária da Prefeitura. Em resposta à decisão do prefeito, o Sindsaúde preparou um ato público em solidariedade à enfermeira e contra a sua transferência. Será nesta terça-feira, dia 10, às 8 horas, na unidade de saúde de Regomoleiro. Um abaixo-assinado em defesa da servidora também foi preparado. “Não vamos aceitar a perseguição política para os que lutam e fazem greve. Lutar por direitos também é um direito nosso.”, disse Fátima Silva, diretora do Sindsaúde.

Atenção, Servidores da Saúde e Educação!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Reflexões da greve...

PREFEITO JAIME CALADO IGNORA A JUSTIÇA E SE ACHA ACIMA DA LEI

O prefeito Jaime Calado (PR) odeia os trabalhadores e trabalhadoras de São Gonçalo do Amarante e faz de tudo para prejudicar suas vidas. Na greve, o prefeito mostrou mais uma vez o ditador que é e descontou os salários de pais e mães de família que estavam em luta por seus direitos e em benefício da população do município.

O prefeito agiu de forma autoritária e ilegal. Cortou pela metade os salários dos servidores da saúde e da educação por eles estarem fazendo uma greve justa e necessária para garantir seus Planos de Cargos e Salários, gratificações e condições de trabalho. E fez isso mesmo sem decisão judicial.

Mesmo com a justiça dizendo que as greves eram legais, o prefeito/ditador Jaime Calado continuou cortando os salários dos trabalhadores que estavam no movimento. O desrespeito às decisões judiciais mostrou que o prefeito se acha acima da lei.

Ou deveríamos dizer fora da lei? Afinal, o ditador de São Gonçalo teve suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado por improbidade administrativa, na época em que foi presidente da CAERN. Enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o prefeito Jaime Calado pode ficar inelegível nas eleições deste ano. Seria muito bom para os servidores e a população.

A Prefeitura deixa os alunos de São Gonçalo estudarem em péssimas escolas, sem ventilação, com banheiros sem higiene e em prédios caindo aos pedaços. Além disso, o prefeito reduz os gastos com a saúde, abandona as unidades e exige o cartão SUS até para urgência e emergência, prejudicando o atendimento da população.

São Gonçalo não pode ser administrada por alguém que persegue servidores, corta salários dos que lutam e descumpre os direitos mais básicos dos trabalhadores. Fazer greve por melhores salários e condições de trabalho é um direito garantido pela Constituição. É preciso fazer uma luta ainda mais forte, unindo todos os servidores do município. Só assim o grande ditador será derrotado.

Junto com o Sinte e o Sindsaúde, os servidores deram o primeiro passo, reconquistaram a confiança nas próprias forças. Agora, é necessário endurecer ainda mais a resistência contra o prefeito.

Reflexão

GREVE RETOMOU A VONTADE DE LUTAR DOS SERVIDORES

A greve dos servidores da saúde e da educação foi muito importante para retomar a vontade de lutar das duas categorias. Na greve, os trabalhadores reaprenderam a confiar nas próprias forças e enfrentaram seus medos. Fizeram vários atos de rua, caminhadas, denúncias e até ocuparam o gabinete do prefeito/ditador Jaime Calado (PR). Por experiência própria, os servidores viram que podem fazer mais por seus direitos e pelos serviços públicos.

Os trabalhadores reconheceram a liderança do Sinte e do Sindsaúde. A formação de um amplo Comando de Greve, por exemplo, foi uma grande demonstração de democracia entre os sindicatos e as categorias. A luta também obteve vitórias parciais do movimento. Para o Comando de Greve, mesmo sem conquistas financeiras, a greve foi vitoriosa porque forçou o prefeito a abandonar o processo por danos morais contra o diretor do Sindsaúde, Vivaldo Júnior.

Além disso, a justiça julgou legais as greves da saúde e da educação e ordenou que o prefeito devolvesse os valores descontados dos salários dos servidores. Uma derrota que o ditador teve de engolir e que deu fôlego aos trabalhadores.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Atenção, Servidores da Saúde e Educação!

Humor

Professor da rede pública - Ouro de tolo



Fonte: Maurício Ricardo - Charges.com.br

Reflexão

EM 46 DIAS GREVE, SERVIDORES MOSTRAM CORAGEM E DISPOSIÇÃO DE LUTA

Após 46 dias de uma luta intensa, os servidores da saúde e da educação de São Gonçalo do Amarante decidiram suspender a greve no último dia 31 de maio. Embora não tenham alcançado conquistas financeiras, os trabalhadores acreditam que a paralisação obteve uma vitória moral. Foi um movimento que conseguiu levantar novamente a disposição de luta dos servidores, que havia ficado um pouco abalada com a intransigência que vem marcando a administração do prefeito Jaime Calado (PR).

Não foi uma greve fácil. Todos sabem disso. Além dos problemas diários enfrentados por professores, funcionários e profissionais de saúde em seus locais de trabalho, foi preciso enfrentar também a insensibilidade e o desrespeito do prefeito. Mas foi uma greve forte, que pela primeira vez contou com a unificação das duas categorias em um só movimento. Foi uma greve que rompeu o medo de enfrentar um prefeito que sempre perseguiu os trabalhadores.

O grande ditador
Os servidores não pediram nada mais do que o cumprimento dos próprios direitos, como o Plano de Cargos, pagamento das gratificações e condições dignas de trabalho. Mas, infelizmente, quem governa São Gonçalo não é um prefeito, e sim um grande ditador. A insensibilidade e o desprezo de Jaime Calado com a população e os serviços públicos fizeram os servidores voltar ao trabalho. Durante toda a greve, o prefeito se negou a negociar com as categorias e não apresentou nenhuma proposta para as reivindicações dos trabalhadores.

Nem mesmo quem se dizia oposição ficou ao lado dos servidores, como o deputado estadual Poti Júnior (PMDB). Os trabalhadores procuraram o deputado para que ele intermediasse uma audiência de negociação com o prefeito Jaime Calado. Mas o parlamentar não passou do jogo de cena. Agora, Poti Júnior apóia a reeleição do ditador que despreza os servidores e que está acabando com o serviço público em São Gonçalo. Isso prova o verdadeiro lado do deputado.

Entretanto, a luta em defesa dos servidores e dos serviços públicos não acabou com o fim da greve. Ela continua todos os dias. O Sindsaúde e o Sinte não vão dar trégua ao prefeito/ditador de São Gonçalo. Nós vamos seguir lutando.