quinta-feira, 13 de maio de 2010
Sindsaúde
Movimento
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Nacional
terça-feira, 11 de maio de 2010
Deu na Imprensa
Ao festival de cobertura de despesas com passagens aéreas e diárias para um membro do Conselho Administrativo prestar consultoria ao mais novo regime de previdência criado em São Gonçalo do Amarante – acreditem.
Mais: pagamento de valores atrasados referente ao processo de pensão em favor de um devedor da previdência, e não credor.
Também: uso da Ranger e de um Doblô para atender a cargos comissionados de São Gonçalo...
Que mistério esse contato todo com o município...
Ilegal
Diretores do sindicato em frente ao posto de Regomoleiro
Simone Dutra, diretora do sindicato, falando sobre a exigência do comprovante
Enquanto a manifestação acontecia, também circulou pelo posto de saúde um abaixo-assinado contrário à exigência do comprovante. O porteiro Ednaldo Pereira, morador do município, foi um dos que assinou o documento. Ele reclamou da medida ilegal do prefeito e afirmou que a saúde está em péssimas condições. "Isso de cobrar comprovante é errado. Quer dizer que se meu filho não tiver comprovante de residência no nome dele vai ficar seu atendimento médico? Não vai poder pegar um encaminhamento? Que absurdo! Além disso, a saúde está muito ruim. Não tem nem medicamento.", denunciou o porteiro.
Porteiro Ednaldo Pereira assinando o abaixo-assinado
Outra vítima da cobrança ilegal do comprovante de residência é o aposentado, de 65 anos, José Pinheiro. Chorando, ele contou que a casa em que mora e as contas de água e luz estão no nome de sua mãe (já falecida), o que o impede de possuir qualquer documento que comprove sua residência no município. "E por causa disso eu e minha família não podemos ter saúde? E se a gente adoecer? Eu não posso ficar sem médico. Isso está errado.", desabafou o aposentado.
Aposentado José Pinheiro explica sua situação para diretora do sindicato
Para o Núcleo do Sindsaúde de São Gonçalo, esta exigência da prefeitura é uma medida criminosa. "Vivemos em um país com as maiores taxas de impostos do mundo. Entretanto, isso não se reverte para as necessidades básicas da população pobre, como é o caso da saúde. Aqui em São Gonçalo o prefeito Jaime Calado está impedindo o acesso das pessoas aos serviços especializados, o que é um absurdo. Cobra impostos dos pobres, e não garante os serviços públicos. Negar atendimento de saúde é uma atitude criminosa.", afirmou a diretora do sindicato, Simone Dutra.
Simone, Vivaldo e Elineuza: diretores do Núcleo do Sindsaúde
Ainda de acordo com o Núcleo do Sindsaúde, os protestos vão continuar até que o Ministério Público resolva agir e a situação seja revertida.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
São Gonçalo
O objetivo é retirar de São Gonçalo dirigentes sindicais da saúde e da educação. Além disso, se a prefeitura levar adiante esse processo, vai precisar mexer com quase todos os servidores, já que com os baixos salários pagos pelo município é impossível viver tendo apenas um vínculo.
Os trabalhadores estão sendo chamados para prestar depoimento a uma comissão formada por servidores efetivos, cujo presidente é Efigênio, aquele mesmo que chamou os professores de caloteiros e é um ardente defensor do prefeito Jaime Calado.
Após prestarem depoimento, os servidores devem procurar a advogada do sindicato para elaborar a defesa, que será julgada pela comissão. Difícil é acreditar na transparência de um julgamento que terá a marca das mãos de um cargo comissionado de Jaime Calado.
A perseguição da prefeitura aos servidores através de um processo de acúmulo de cargos será debatida pelo sindicato com a categoria na assembleia do dia 14 de maio.
Saúde
Educação
Comunicado
Horário: A partir das 11 horas
Local: Pátio da Reitoria
Mais informações clique em Coletivo Tudo Vai Ser Diferente
Realização: Coletivo Tudo Vai ser Diferente e ANEL - Assembléia Nacional dos Estudantes - Livre
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Caos
No dia em que o sindicato visitou a unidade, a gerente do posto estava levando para a Secretaria de Saúde cerca de 60 frascos de dipirona em gotas, todos contaminados com urina de rato. É claro que tanto descaso com as condições sanitárias da saúde municipal acabaria com a contaminação de alguém. Em 2009, a enfermeira da unidade contraiu leptospirose, doença transmitida pela urina do rato.
Protesto
da BBC Brasil
Funcionários públicos e do setor de transportes da Grécia realizam uma greve geral nesta quarta-feira - a terceira dos últimos meses - para protestar contra planos do governo de cortar gastos e aumentar impostos.
Todos os voos internacionais foram suspensos a partir das 0h00 locais (18h de terça-feira em Brasília), enquanto trens e balsas permaneceram parados.
Escolas, hospitais e muitos escritórios devem fechar em todo o país. Funcionários públicos e professores já haviam cruzado os braços desde o meio-dia de terça-feira.
Os grevistas também convocaram uma grande manifestação no centro de Atenas.
As medidas de austeridade anunciadas pelo governo no último domingo fazem parte de um acordo com a União Europeia e o FMI por um pacote de ajuda de 110 bilhões de euros, e vêm provocando revolta entre os cidadãos gregos.
Entre elas estão o congelamento de salários, o corte dos fundos de pensão e o aumento de impostos.
O objetivo é reduzir o orçamento em 30 bilhões de euros nos próximos três anos, com a meta de cortar o deficit orçamentário grego para menos de 3% do PIB até 2014. O PIB atual do país é de 13,6%.
O Parlamento grego deve votar as medidas até a sexta-feira.
Crise
A população e os trabalhadores no país dão demonstrações de que não estão dispostos a pagar por essa crise. Para 2010, as medidas de rigidez devem causar uma recessão que reduzirá o PIB em 4%. Se num primeiro momento o governo contava com certo apoio popular para impor o ajuste, com o aprofundamento dos ataques essa situação se inverte rapidamente. Pesquisas recentes apontaram que mais da metade da população está disposta a sair às ruas contra o governo, enquanto 61% estão contra os ajustes.
No 1º de maio o governo grego já enfrentou uma série de mobilizações. No dia 3, um grupo de professores e estudantes invadiu um programa de TV ao vivo, em Atenas, para protestar contra os cortes da Educação. Na manhã de ontem, cerca de 200 militantes do Partido Comunista ocuparam a Acrópole, um dos maiores pontos turísticos do país, e fixaram uma enorme faixa convocando a jornada de paralisações e protestos. “Povo da Europa levante-se” dizia.
Nesse dia 4 os funcionários públicos cruzaram os braços por 48 horas e realizaram manifestações que enfrentaram a repressão da polícia. Para hoje, dia 5 de maio, centrais sindicais preparam uma nova greve geral de 48 horas contra os planos do governo.
Ajuste fiscal e ataques
O “plano de austeridade” coordenado pelo governo grego é a compensação ao pacote de ajuda aprovado no último dia 2 pelo Banco Central Europeu e o FMI, que concederá o equivalente a 110 bilhões de euros, ou 145 bilhões de dólares ao país em três anos. É o maior pacote de “resgate” já aprovado a um país. Esse valor equivale a quase metade do PIB da Grécia em um ano e é condicionado a um brutal aperto fiscal.
O governo do primeiro-ministro George Papandreou anunciou o objetivo de reduzir o déficit fiscal do país, dos atuais 13,6% para 3% em três anos, o limite máximo estabelecido aos países da Zona do Euro. “Os nossos cidadãos terão de fazer grandes sacrifícios”, disse em pronunciamento à TV. As medidas do pacote facilitam as demissões, aumentam a idade para as aposentadorias, além de aumentarem o IVA, uma espécie de ICMS, sobre produtos como o combustível. Privatizações e cortes na Saúde e Educação também constam no pacote. Pelo acordo, a Grécia terá que prestar contas do ajuste a cada 3 meses a seus credores.
A pressão para o recrudescimento do ajuste aumentou quando a agência internacional de classificação de risco a Stand & Poor rebaixou a nota do país ao nível de especulação. Ou seja, apontou aos investidores que colocar dinheiro na Grécia é uma medida de alto risco. Além disso, a agência também rebaixou as notas da Espanha e Portugal, o que aumentou o temor de um contágio da crise para os demais países do continente.
A nova jornada de lutas e paralisações no momento da aprovação do pacote deve apontar a intensificação das lutas na Grécia e na Europa.
