sexta-feira, 19 de março de 2010

Educação

Secretário de Educação de São Gonçalo distorce fatos de greve


Em matéria publicada hoje (19), no Diário de Natal, o Secretário de Educação de São Gonçalo do Amarante/RN, Abel Neto, distorceu fatos da greve dos professores e funcionários do município. Segundo o Secretário, o Plano de Cargos (PCCS) da categoria foi aprovado após debate com os servidores. Além disso, Abel Neto afirmou que nenhum direito foi retirado, que 22 escolas foram reformadas e que o prefeito Jaime Calado (PR) montou uma comissão para negociar com os trabalhadores.

Para a direção do sindicato da educação em São Gonçalo (Sinte/RN), o Secretário não falou a verdade e distorceu fatos. "Não é verdade que a categoria discutiu o Plano de Cargos. A prefeitura aprovou de forma autoritária o PCCS e os direitos dos professores foram retirados, sim. Nós perdemos a Regência de Sala, por exemplo.", explica Socorro Alves, coordenadora do Sinte/RN. "E até o momento nós não recebemos o roteiro das escolas reformadas. Abel nunca apresentou estas reformas.", concluiu Socorro.

Deu na Imprensa

Greve dos professores em município da Grande Natal completa 15 dias

A greve dos professores municipais de São Gonçalo do Amarante completou 15 dias hoje. A categoria reclama da anulação e reformulação do Plano de Cargos, Salários e Carreiras, modificado, segundo os grevistas, sem participação dos servidores. O sindicato quer reajuste de 35%, alegando que cobriria as perdas salarias dos últimos dois anos, além de promoções. Outro anseio é a volta de um benefício através do qual a cada 15 anos de serviço, o professor passa a receber gratificação de 16,6% ou reduz a carga horária. Os professores também querem melhores estruturais.

De acordo com o secretário municipal de Educação, Abel Soares Neto, o Plano foi reformulado com participação de professores. Para ele, nenhum direito foi retirado. Abel acrescenta que o prefeito Jaime Calado nomeou uma comissão para negociar com o sindicato. Sobre a estrutura física, ele disse que há prédios de escolas antigos, que precisam de reforma, e disse que 22 dos 49 prédios já foram modificados.

Fonte: jornal Diário de Natal - 19/03/2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

Movimento

Greve dos professores de SP: pelo direito de aprender, por emprego, salário e condições de trabalho

João Zafalão, de São Paulo (SP)*

No dia 26 de fevereiro, o secretário de Educação de São Paulo, Paulo Renato de Souza, anunciou uma melhora vigorosa nos índices educacionais da rede pública paulista, que é o Índice de Desenvolvimento do Ensino no Estado de São Paulo (Idesp). Numa escala de zero a dez, os alunos do ensino fundamental I (1ª a 4ª série) apresentaram média 3,85. Os alunos do ciclo II (5ª a 8ª série) ficaram com média 2,83, e no ensino médio, a média é de 1,97. Essa suposta melhora vigorosa foi tratada corretamente por toda imprensa como pífia, pois a conclusão mais alarmante é que estudantes que concluem o ensino médio têm aprendizado equivalente a alunos da 8ª série.

A Escola pública paulista esteve, até o final da década de 1990, entre as sete melhores do país e hoje se encontra entre as sete piores. Vejamos o que ocorreu.
Até a década de 1990, as salas de aula tinham limite máximo de 35 alunos. Portanto, se uma escola tivesse 54 alunos matriculados no primeiro ano do colegial, hoje ensino médio, se formariam duas salas com 27 alunos cada. Atualmente, se constitui uma única sala com os 54 alunos.

Os professores recebiam um piso salarial referente a cinco salários mínimos, cerca de R$ 5.100 em valores atuais. Hoje, o piso por 40 horas do professor do ciclo I é de R$ 1.309,17. A maioria desses professores, no entanto, tem jornada de 30 horas (R$ 981,88) ou de 24 horas (R$ 785,50). Vários professores estão cumprindo jornada de 12 horas (R$ 392,75).

No caso dos professores de ensino fundamental II e ensino médio, o piso por 40 horas é de R$ 1.515,53. Para 30 horas, é de R$ 1.136,65; por 24 horas é de R$ 909,32; e por 12 horas é de R$ 454,66. Ou seja, houve uma redução de mais de 200% nos salários dos professores nesses últimos 20 anos, tendo como referência o salário mínimo.

Além da superlotação das salas de aula e do arrocho salarial, se instituiu a chamada progressão continuada, que nada mais é que uma promoção automática, pois o único critério para aprovação é a frequência escolar e não o aprendizado. Essa situação, combinada com a falta de perspectiva profissional para a juventude brasileira, torna a escola pública um barril de pólvora. Por isso a crescente onda de violência que passou a atingir o ambiente escolar.

Diante dessa deterioração das condições de trabalho e de salários, os professores chegam a cumprir jornadas de até 64 horas semanais em sala de aula (permitido por lei), tornando a profissão um fardo.

Com essa significativa piora da escola pública paulista, motivada por estas políticas dos sucessivos governos e diante da impossibilidade de esconder o drama social nas escolas públicas, o governo de José Serra (PSDB), tentando se isentar de sua responsabilidade, iniciou uma campanha para culpar os professores por essa crise. Faz uma propaganda enganosa nos meios de comunicação, afirmando que existem dois professores por sala de aula, que as escolas estão equipadas com computadores e internet, inclusive aos fins-de-semana para a comunidade, que professores receberam até R$ 15 mil de bônus e que, com a promoção da carreira, os professores podem receber até R$ 7 mil de salário.

Que escola é essa, governador? Com certeza, não é a paulista, pois não existem computadores em rede nas escolas, não existem dois professores por sala, nenhum professor recebeu R$ 15 mil e a tal promoção da carreira em 13 anos permite que dos 220 mil profissionais, no máximo 352 professores cheguem ao teto que será de R$ 3.031,06, pois 100% sobre o maior salário não chega a nem perto dos tais R$ 7 mil.

Toda a política estadual, que conta com o apoio do governo federal e consta no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), de avaliar professores por meio de provas, literalmente não prova nada. Os professores estão submetidos a uma jornada estafante, salários defasados, número elevado de alunos por sala. Foram submetidos a trabalhar com material didático inadequado, não têm nenhum curso de formação durante seu tempo de trabalho e são submetidos a provas que contêm conteúdo adverso ao conteúdo trabalhado no cotidiano, pois entre a teoria das cadeiras universitárias e a prática das salas de aula existe um abismo imenso.

Não existe nenhum mérito em habilitar ou não um profissional apenas por sua nota em uma prova, que não houve tempo suficiente para ser feita e com conteúdo inadequado. Essa política de provas tem como objetivo apenas responsabilizar os professores que, na verdade, são vítimas de políticas irresponsáveis de sucessivos governos.

A greve dos professores estaduais de São Paulo é uma greve em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade para todos. É uma greve pelo direito de nossos alunos aprenderem. É uma greve para recompor nossos salários, por emprego e melhores condições de trabalho. Se a escola pública ainda não foi destruída, é por causa da coragem dos professores de resistir aos governos e a suas políticas educacionais medíocres.

*João Zafalão é secretário de Política Sindical da Apeoesp e membro da Oposição Alternativa – Conlutas

Greve

Sinte de São Gonçalo fará nova assembleia nesta sexta

O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de São Gonçalo do Amarante/RN fará uma nova assembleia da categoria nesta sexta-feira (19), às 14h, no Clube dos Correios. O objetivo é discutir o andamento da greve e preparar as próximas atividades do movimento.
Os professores e funcionários ainda não foram recebidos pelo prefeito Jaime Calado (PR), que até o momento, através do Procurador do Município, apresentou duas propostas muito rebaixadas para as revindicações da categoria. A paralisação segue forte e com apoio da população.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Saúde


É hora de ir à luta!

Está na hora de começarmos nossa Campanha Salarial 2010! Nossas necessidades não podem esperar pela boa vontade de Jaime Calado (PR). Para derrotar seus ataques, precisamos ir às ruas e lutar por melhores condições de vida e trabalho. O prefeito não vai parar de nos explorar se nós não o enfrentarmos. Ou lutamos agora, ou não vamos conseguir nada.

Desde que assumiu a prefeitura, Jaime Calado vem atacando nossos salários e direitos. No ano passado, não houve nenhum reajuste e o prefeito ainda reprimiu nossa greve, afirmando que não tínhamos por que protestar. Como se não fosse o bastante, ele mentiu quando disse que a prefeitura de São Gonçalo não tinha dinheiro para reajustar nossos salários. Não podemos esquecer que, em 2009, Jaime Calado aprovou uma reforma administrativa que criou vários cargos comissionados a um custo de R$ 500 mil por mês e estes mesmos cargos comissionados ainda tiveram 100% de reajuste. Além do mais, se a prefeitura não tivesse dinheiro não teria feito a grande festa da padroeira da cidade.

Nós sabemos que nossas reivindicações são justas. O objetivo do prefeito é explorar ainda mais nosso trabalho, pagando salários cada vez mais baixos. E isto nós não podemos aceitar. O Sindicato está defendendo um reajuste de 34,22% para recuperar as perdas salariais de 2007 em todos os níveis. Hoje o salário inicial do Plano de Cargos e Carreira (PCCS) é de R$ 380, muito abaixo do atual salário mínimo. É por isso que o Núcleo de São Gonçalo faz um chamado aos trabalhadores. É hora de ir à luta e começar a Campanha Salarial 2010!

Piso salarial dos agentes

Em fevereiro, o Congresso Nacional aprovou a emenda constitucional 63, que prevê a fixação do piso salarial nacional dos agentes de saúde. De acordo com a emenda, os agentes comunitários de saúde e os agentes de endemias não poderão receber remuneração inferior a dois salários mínimos. Os recursos do piso sairão do Orçamento do Governo Federal e serão repassados aos estados e municípios. O valor deverá ser integrado de forma progressiva e proporcional dentro de 12 meses e corrigido anualmente de acordo com a inflação.

Ilegal

Sindicato denuncia prefeitura à PRT

O Núcleo do Sindsaúde denunciou a prefeitura de São Gonçalo do Amarante/RN à Procuradoria Regional do Trabalho por conta dos contratos irregulares, que não garantem os direitos mínimos aos funcionários do Programa Saúde da Família (PSF) e demais trabalhadores da saúde na mesma situação. A denúncia também foi feita à Procuradoria Estadual de Justiça, exigindo o fim dessas práticas ilegais e a realização de concurso público.

Esses trabalhadores possuem contrato de três meses e não recebem os direitos trabalhistas, como 13° salário, férias remuneradas e 1/3 de férias.

É assim que o prefeito Jaime Calado (PR) trata os trabalhadores da saúde. Com completo desrespeito.

Assessoria Jurídica

Núcleo do Sindsaúde agora tem Advogada


O Núcleo do Sindsaúde de São Gonçalo, em parceria com o sindicato da educação (Sinte/RN), contratou uma advogada para defender os interesses dos trabalhadores do município. O objetivo é, também, unir as categorias da saúde e da educação numa luta conjunta para derrotar os ataques da prefeitura à nossa classe. A advogada se chama Juliana Leite (Foto) e já começou a trabalhar. Ela atende na sede do Núcleo do Sinte/RN de São Gonçalo, na Rua Coronel Estevan Moura, 287 – Centro, nos seguintes horários: nas terças-feiras, das 13h às 16h e nas quintas-feiras, das 8h às 11h.

Saúde


Em assembleia, agentes de saúde discutem revisão das portarias

No final da manhã de ontem (16), cerca de 100 agentes de saúde de São Gonçalo do Amarante/RN se reuniram em assembleia, convocada pelo Núcleo do Sindsaúde, para discutir a revisão de suas portarias. A medida foi tomada pelo prefeito Jaime Calado (PR) e tem como objetivo demitir aqueles trabalhadores que estiveram lutando por seus direitos no ano passado.

Durante a assembleia, a advogada do sindicato, Juliana Leite, passou orientações de como os agentes de saúde devem proceder no momento em que forem chamados para comprovar a validade de suas portarias. Além disso, ela também informou que já está tomando as devidas medidas para impedir possíveis demissões.

"O prefeito quer demitir aqueles que não conseguirem provar que passaram por uma seleção. Mas esta ação representa um ataque ainda maior. Jaime Calado vai demitir trabalhadores para reduzir ainda mais os gastos com a saúde em São Gonçalo e cortar pela raiz aqueles que lutaram por seus salários e direitos no ano passado. Portanto, trata-se também de um ataque político aos trabalhadores.", denunciou Simone Dutra, uma das coordenadoras do sindicato.

Simone também fez uma garantia aos agentes de saúde. "O sindicato vai defender todos os trabalhadores independente de qualquer coisa.".

Na manhã da próxima sexta-feira (19), haverá uma mobilização dos agentes de saúde em frente ao prédio do Ministério Público de São Gonçalo.

Sem acordo


Professores e funcionários aprovam continuidade da greve em São Gonçalo


Na manhã de ontem (16), os trabalhaodores da educação de São Gonçalo do Amarante/RN decidiram, em assembleia, continuar a greve contra as péssimas condições de trabalho e os baixos salários na rede municipal de ensino. A proposta da prefeitura, apresentada no dia anterior pelo Procurador Geral do Município, Leonardo Galvão, foi rejeitada pela categoria por não atender as necessidades das comunidades e de professores e funionários.

A prefeitura ofereceu apenas 4,5% de reajuste para a categoria e prometeu, em dez dias úteis, apresentar um roteiro das escolas a serem reformadas. Para a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinte/RN) - Núcleo de São Gonçalo, a proposta da prefeitura é um desrespeito aos pais, alunos e profissionais da educação do município.



"O magistério recebe hoje o salário inicial de R$ 712,00, quando deveria receber na verdade R$ 768,00. O pessoal do nível superior está recebendo R$ 925,00, mas o piso deveria ser de R$ 999,00. Isso é um absurdo. A prefeitura não cumpre nem o Piso.", denunciou a diretora do Sinte, Cristiane Nunes.

"Do jeito que está, não há condições de trabalho. Falta de tudo nas escolas e a estrutura está caindo aos pedaços. Além disso, o prefeito Jaime Calado está diminuindo os salários, retirando os direitos e descumprindo o Piso Salarial da categoria. Por isso, queremos chamar todos os trabalhadores para nos unirmos em defesa da escola pública e dos profissionais que nela trabalham. A greve é a nossa ferramenta de luta.", afirmou a também diretora do Sinte, Socorro Alves.

Em greve desde o dia 4 de março, os trabalhadores reivindicam o descongelamento das promoções horizontais e verticais, cumprimento do Plano de Carreira dos funcionários, reajuste salarial de 35%, melhoria na estrutura física das escolas, cancelamento do Plano de Cargos dos professores elaborado pela prefeitura e o cumprimento do Piso Salarial da categoria.

Caminhada

Após a assembleia, mais de 50 trabalhadores saíram em caminhada pelas ruas do Conjunto Amarante, na entrada do município. O protesto chamou a atenção da população, que mais uma vez deu apoio a greve.

A paralisação da educação segue forte, com atividades todos os dias. Abaixo, confira o calendário.

· Dia 17/03 (QUARTA-FEIRA) ato público em Santo Antônio, na Escola Roberto Freire, às 8h. À tarde, visitas às escolas, às 14h.

· Dia 18/03 (QUINTA-FEIRA) acampamento com exposição das condições das escolas, na praça Dinarte Mariz, às 8h. À tarde, visita à imprensa, às 14h.

· Dia 19/03 (SEXTA-FEIRA) ato público no Golandim. Concentração no Centro Educacional Poti Cavalcante, às 8h.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Greve


Trabalhadores da educação montam acampamento na porta da prefeitura

Após protesto, prefeito Jaime Calado fugiu de audiência com grevistas


Na manhã de hoje (15), mais de 50 trabalhadores da educação de São Gonçalo do Amarante/RN acamparam em frente ao prédio da prefeitura. O objetivo da manifestação era forçar o prefeito Jaime Calado (PR) a receber a categoria em greve. Durante o protesto, os trabalhadores denunciaram as mentiras, o autoritarismo e a falta de diálogo da prefeitura até o momento.

Desde o início da greve, no dia 4 desse mês, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do RN (Sinte) - Núcleo de São Gonçalo tenta uma audiência diretamente com o prefeito Jaime Calado para resolver os problemas da educação. Mas o resultado é sempre o mesmo. Ou o sindicato é recebido por representantes da prefeitura, ou não é recebido.



Na tentativa de impedir a mobilização de professores e funcionários, o prefeito Jaime Calado colocou um carro de som para competir com o do sindicato. Enquanto os trabalhadores se alternavam no microfone, o veículo da prefeitura irradiava gravações mentirosas a respeito da educação do município, como as falsas reformas das escolas e o pagamento de salários e direitos.

Após muita insistência, os secretários da prefeitura anunciaram que o prefeito receberia uma comissão de trabalhadores a partir das 11 horas. Entretanto, tratava-se de mais uma mentira de Jaime Calado. Quando os representantes da categoria entraram no gabinete do prefeito, encontraram apenas o Procurador Geral do Município, Leonardo Galvão. Jaime Calado tinha saído por trás da prefeitura.

Depois de horas de conversa com o Procurador, não houve avanços nas negociações. A prefeitura continua oferencendo um reajuste salarial muito abaixo dos 35% pedido pela categoria. Dessa vez, Jaime Calado ofereceu ridículos 4,5%, a serem pagos em julho. A seguir, veja o restante da proposta.

-Apresentar, em 10 dias úteis, o rol de Unidades Escolares já reformadas em 2009, bem como apresentar o cronograma de previsão de reparos e manutenção para 2010;
-Implantação das progressões eventualmente devidas aos professores em 3 bimestres sucessivos a partir de abril de 2010;
-Estabelecer rotina para que as progressões horizontais sejam automáticas;
-Revisão das rotas do transporte de professores no sentido de viabilizar integralmente o atendimento dos pleitos de transporte dos citados profissionais;
-Constituir, em 10 dias úteis, comissão para avaliação e possível revisão do PCCS, juntamente com o sindicato;
-Reposição da inflação de 2009/2010 (IPCA) aos profissionais da educação;
-Contratação de profissional perito, com a participação dos sindicatos, para atualização do laudo pericial de insalubridades e periculosidades;
-Implantação do piso salarial nacional proporcional do magistério público retroativo a janeiro de 2010, em conformidade com o entendimento do STF.

Após saírem da prefeitura, os trabalhadores fizeram mais um protesto em frente à Secretaria de Educação para denunciar a cumplicidade dos ex-sindicalistas Célia e Abel, que também são responsáveis pelos ataques do prefeito.

O comando de greve e a direção do sindicato levarão a proposta de Jaime Calado para a assembleia da categoria, que ocorrerá amanhã (16), às 8 horas, no Clube dos Correios.

Greve


Trabalhadores da educação protestam em Poço de Pedra


Na noite da última sexta-feira (12), no distrito de Poço de Pedra, os trabalhadores da educação de São Gonçalo do Amarante/RN, em greve desde o dia 4 de março, protestaram contra as péssimas condições das escolas e por melhores salários. A manifestação ocorreu em frente à Escola José Francisco da Costa, na Zona Rural, e reuniu também a população das comunidades de Califórnia, Bela Vista, Belo Horizonte, Jenipapo e Campinas. O protesto teve a participação de mais de 100 pessoas, entre trabalhadores da educação e moradores.

Durante o ato público, a população usou o microfone do Núcleo do Sinte/RN para denunciar o prefeito Jaime Calado (PR). De acordo com os moradores, mesmo antes da greve, não havia professores nas salas de aula, faltava merenda, o transporte escolar era de péssima qualidade e a estrutura das escolas já estava aos pedaços. A mãe de um dos alunos da região defendeu os professores e culpou o prefeito pela greve.

Além disso, a população também denunciou as políticas de Jaime Calado na saúde, como a exigência de comprovante de residência em nome do paciente para receber atendimento.

Para a direção do sindicato, o apoio da população é importante para derrotar os ataques da prefeitura. "Precisamos de todo o apoio dos pais, alunos e da população em geral. Essa é uma luta de todos nós, que defendemos a escola pública e seus profissionais.", afirmou Socorro Alves.

Não quer negociar

O prefeito de São Gonçalo realmente não tem nada de democrático. Segundo um professor, a prefeitura realizou uma reunião com os diretores das escolas na última sexta-feira. Na ocasião, Jaime Calado fez questão de dizer que não dará aumento aos trabalhadores da educação e não receberá o sindicato da categoria.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Educação

Trabalhadores em greve protestam em Jardim Lola

Na tarde de ontem (11), no bairro de Jardim Lola, os trabalhadores da educação de São Gonçalo do Amarante/RN, em greve desde 1° de março, fizeram uma caminhada em protesto contra as péssimas condições das escolas da cidade. A manifestação saiu da Escola 1° de Maio e seguiu pelas ruas de Jardim Lola. Mais de 50 trabalhadores participaram do ato público, que ganhou o apoio de toda a população do lugar. Por onde passavam, os manifestantes eram aplaudidos.

Para a direção do Sinte/RN de São Gonçalo, o movimento demonstrou que a própria população não aceita a situação das escolas, nas quais faltam as mínimas condições de trabalho e estudo.

Repressão

Como prova de que o prefeito Jaime Calado é realmente antidemocrático e gosta de um abuso de autoridade, na manhã de ontem, antes do protesto, um delegado ameaçou prender o motorista do carro de som, pago pelo sindicato, que circulava anunciando a hora e o local da caminhada. O delegado chamou o motorista e mandou desligar o som, afirmando que havia uma lei que impedia esse tipo de atividade na frente de delegacias.

Entretanto, o próprio delegado não apresentou a tal lei. Para a direção do Sinte/RN de São Gonçalo, essa atitude da polícia mostra o quanto Jaime Calado é autoritário e quer de todas as formas impedir os trabalhadores de lutar por seus direitos. Além disso, o delegado nada diz quando os carros de som, pagos pela prefeitura, passam dizendo mentiras e fazendo falsas propagandas sobre as obras do prefeito. Na porta da delegacia, inclusive.

O fato ocorreu na delegacia próxima à sede do sindicato.

Ministério Público

Promotoria de São Gonçalo vai intermediar greve da educação

Na manhã de ontem (11), a direção do Núcleo do Sinte/RN de São Gonçalo reuniu-se em audiência com a promotoria do Ministério Público do município para discutir a pauta da greve dos trabalhadores em educação.

Para a diretoria do sindicato, a audiência foi muito positiva, já que a promotoria reconheceu uma série de irregularidades cometidas pelo prefeito Jaime Calado (PR). Sobre o Plano de Cargos que retira direitos dos professores, a promotora Lucy Ferreira Peixoto afirmou que direitos garantidos não podem ser retirados e solicitou uma cópia do Plano para que seja feita uma revisão e um relatório das perdas. A cobrança irregular de material escolar também será investigada. Quanto à prestação de contas dos investimentos em educação feitos pela prefeitura, a promotora vai agilizar cópias para o Sinte/RN.

Além disso, a promotoria admitiu as péssimas condições das escolas e pediu que o sindicato fizesse um levantamento dos problemas para ser entregue ao Ministério Público. A promotora Lucy Ferreira Peixoto ouviu atentamente as reclamações da categoria em greve e garantiu que iria intermediar uma audiência com o prefeito. Disse, também, que já falou com o juiz para que uma audiência com o sindicato seja realizada.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ilegal

Prefeitura de São Gonçalo cobra material escolar de alunos

A administração do prefeito Jaime Calado (PR) não para de cometer abusos e ilegalidades. Dessa vez, a direção do Núcleo do Sinte/RN de São Gonçalo flagrou a Escola Municipal de Educação Infantil, Hamilton S. Júnior, cobrando material escolar dos alunos.

Material escolar numa das salas do CEI

Nas listas entregues aos pais, são pedidos cadernos, lápis, massa de modelar, copos, toalhas pequenas, sabonetes, perfumes, giz de cera e papel. Além da Escola Hamilton Júnior, o Sinte/RN também flagrou pais entregando material escolar no Centro de Educação Infantil do Potengi.


A coordenadora do sindicato, Socorro Alves, informou que amanhã, às 9 horas, em reunião com o Ministério Público do município, o Núcleo do Sinte/RN vai denunciar a cobrança de material escolar feita pela prefeitura.


As cópias das listas de material podem ser vistas logo abaixo.



Lista de material escolar

Absurdo

Prefeitura ameaça trabalhadores para impedir greve

O prefeito de São Gonçalo do Amarante/RN, Jaime Calado (PR), está ameaçando os trabalhadores para impedi-los de entrar em greve. De acordo com professores ouvidos pelo Núcleo do Sinte/RN, a prefeitura já mandou avisar aos que trabalham em dupla jornada que se entrarem em greve terão este segundo rendimento cortado.

Para a direção do sindicato, essa atitude do prefeito é uma prova de autoritarismo e falta de respeito com os servidores. Além de fazer chantagem, a prefeitura não para de mentir e atacar os trabalhadores. Um carro de som, pago pelo prefeito Jaime Calado, está circulando pelas ruas do município afirmando que o novo Plano de Cargos dos professores foi aprovado para retirar os privilégios da categoria.

Engraçado. Por que será que o prefeito Jaime Calado não diz na cara dos professores quais são estes privilégios? Seria o salário da categoria, que está abaixo do piso nacional e é considerado o pior do Rio Grande do Norte?