quarta-feira, 10 de março de 2010

Sem acordo

Trabalhadores da educação decidem manter greve

Na tarde de ontem (09), no Clube dos Correios, os trabalhadores da educação de São Gonçalo do Amarante/RN decidiram em assembleia continuar a greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada depois que o Núcleo do Sinte/RN informou o resultado da audiência com a Secretaria de Educação do município, ocorrida na última sexta-feira (05). Por unanimidade, a categoria rejeitou a proposta da prefeitura, que não atende a pauta de reivindicações. Além disso, os cerca de 150 trabalhadores que participaram da assembleia aprovaram que as próximas negociações só devem acontecer com a presença do prefeito Jaime Calado (PR).

Para o reajuste salarial de 35%, exigido pelo sindicato, a prefeitura ofereceu ridículos 2,5%. Sobre o descongelamento das promoções horizontais e verticais, o Secretário de Educação propôs que fossem descongeladas parcialmente até dezembro. Quanto à aprovação do Plano de Cargos que retira direitos dos professores, a prefeitura disse que não irá revogá-lo (cancelar).

A assembleia dos professores e funcionários rejeitou por inteiro as propostas de Jaime Calado e votou a continuidade da greve, que segue forte e já tem a adesão de 80% da categoria. Os trabalhadores aprovaram, também, manter todas as reivindicações e continuar com as atividades da greve.

Para os coordenadores do sindicato, é preciso ampliar ainda mais a participação dos trabalhadores na greve, garantindo maior força contra os ataques da prefeitura.

Sobre a infraestrutura ruim da escolas, o Núcleo do Sinte/RN fará um levantamento sobre as condições das 52 escolas do município para entregar à prefeitura.

Abaixo, confira o calendário das próximas atividades da greve. Não deixe de participar.

PROGRAMAÇÃO DA GREVE DA EDUCAÇÃO

· Dia 11/03 (QUINTA-FEIRA) às 15h - Ato Público em frente ao Centro Educacional 1o de Maio (Jardim Lola);
· Dia 12/03 (SEXTA-FEIRA) às 18h - Ato Público em Poço de Pedra;
· Dia 15/03 (SEGUNDA-FEIRA) às 08h - Acampamento em frente à Prefeitura;
· Dia 16/03 (TERÇA-FEIRA) às 8h - Assembleia Geral no Clube dos Correios.

terça-feira, 9 de março de 2010

Dia Internacional de Luta da Mulher


8 de março: centenas de pessoas vão às ruas em Natal

Na tarde de ontem (08), Dia Internacional de Luta da Mulher, as ruas do Centro de Natal/RN tinham apenas uma cor: o lilás. Na data em que as comemorações e as lutas do 8 de março completam 100 anos de existência, cerca de 500 pessoas marcharam em defesa dos direitos da mulher, contra o machismo e todas as formas de violência e opressão.


Diferente das manifestações feitas pelo governo do Estado, o ato público defendeu a união de homens e mulheres trabalhadoras para enfrentar os ataques dos empresários/governos e lutar pelo socialismo.


A manifestação foi convocada pela Conlutas, Intersindical, MST, partidos de esquerda e vários sindicatos. A caminhada teve início na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do RN (Sindsaúde), na Avenida Rio Branco, e seguiu pelas principais ruas do Centro da cidade.

Com faixas, carro de som e panfletos, trabalhadores e trabalhadoras exigiam licença maternidade de seis meses sem isenção fiscal para as empresas, construção de creches e lavandeiras públicas, salário igual para mulheres com trabalho igual ao dos homens, legalização do aborto, medidas contra a exploração e o machismo e a retirada das tropas brasileiras do Haiti.

A animação também foi uma das marcas do protesto. A participação do grupo teatral Artes e Traquinagens divertiu os manifestantes com uma encenação sobre a situação da mulher na sociedade capitalista. Além disso, várias palavras de ordem mostraram a vontade de lutar das pessoas. “Eu sou mulher! Sou feminista! Estou lutando contra a opressão capitalista!”, cantavam homens e mulheres.
Ao final do protesto, militantes da Conlutas lembraram a importância de unificar as lutas da classe trabalhadora de todo o país, defendendo a criação de uma nova central sindical e popular em parceria com a Intersindical.

Natal - Educação

Greve é considerada abusiva e ilegal

Uma decisão liminar do desembargador Henrique Baltazar publicada na tarde de ontem determina que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte/RN) encerre a greve, considerando a paralisação abusiva e ilegal. O Sinte bate o pé, e diz que leva para a categoria a orientação pela continuidade do movimento.

A tutela antecipada foi um pedido do procurador geral do município, Bruno Macedo, diante do impasse com o sindicato. “A greve era ilegal porque não garantia o quantitativo mínimo de profissionais para manter uma parcela da rede municipal funcionando”, explicou o procurador.

Ele sustentou ainda que a greve era abusiva porque a Prefeitura de Natal teria comprovado através de cálculos orçamentários que já havia atendido razoavelmente aos pleitos dos professores.

O desembargador indeferiu o pedido do procurador para que os dias de greve fossem descontados dos salários dos professores, mas atendeu ao pedido para que as aulas sejam repostas. O desembargador definiu ainda uma multa diária de R$ 5 mil, caso o Sinte/RN não cumpra a determinação. “Se eles não cumprirem, fica caracterizado o crime de desobediência”, comentou o procurador Bruno Macedo.

O secretário de Educação de Natal, professor Elias Nunes, também comemorou a liminar. Foi uma medida justa. Nós atendemos todos os pedidos possíveis, a matéria já estava passada e estamos honrando os compromissos que estavam atrasados. O secretário disse que por isso, espera a compreensão dos professores, para que voltem ao trabalho ainda hoje.

Segundo Elias Nunes, a greve foi um movimento político, já que a negociação foi aberta até que chegaram a um ponto em que não havia mais possibilidades de avanço. “O problema é que o sindicato sabe começar uma greve, mas não sabe terminar”, disse.

Para Fátima Cardoso, coordenadora geral do Sinte/RN, a luta não está perdida. Depois de se reunir com a assessoria jurídica do sindicato, ela disse que vai levar para a assembleia da categoria, a orientação de continuidade da greve. “Essa é a posição do sindicato. A greve continua”, disse a sindicalista, apesar da multa determinada pela justiça.

Nova assembleia

Segundo Fátima Cardoso, o Sinte/RN vai recorrer, já que a decisão publicada ontem foi em caráter liminar, não havendo ainda o julgamento do mérito em si. “Houve o voto do relator e precisamos aguardar a decisão do grupo de juízes. Mas, com certeza, vamos recorrer e lutar por nossos direitos”, disse a sindicalista.

De acordo com a coordenadora do Sinte, é preciso que os juízes ouçam os professores da rede municipal e tomem conhecimento da real situação deles e da estrutura das escolas.

Uma nova assembleia com os professores da rede municipal está marcada para acontecer na Escola Estadual Winston Churchill, hoje, às 14h.

Paralisação iniciou em 18 de fevereiro

A greve dos professores do município começou em 18 de fevereiro, que seria o primeiro dia de aula este ano. Os profissionais reivindicam o Plano de Cargos e o terço de férias de educadores infantis, o pagamento de atrasados, como promoções verticais e horizontais, a carga suplementar de trabalho, as horas extras pela preparação de alunos para a Prova Brasil, e os salários dos professores do Pró-Jovem. Além do repasse das verbas das escolas.

A rede municipal de Natal tem cerca de 50 mil alunos e segundo o Sinte/RN, o movimento alcançou uma adesão de 90%.

Os professores da rede estadual também estão em paralisação, desde 1º de março. Eles reivindicam um reajuste de 18% e negaram a última proposta do governo, feita no fim da semana passada. Ainda ontem os professores haviam marcado mais uma reunião com o secretário Estadual, Otávio Augusto, para a apresentação de uma contraproposta.

Fonte: jornal Tribuna do Norte - 09/03/2010

Deu na imprensa

Médicos encerram greve

Os médicos da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) decidiram, na assembléia ocorrida ontem à noite, pela volta ao trabalho ainda hoje, depois de concordarem com a contraproposta de reajuste salarial do governo de 21%, escalonado em duas vezes: 15% em maio e 6% em dezembro deste ano.

Além disso, os médicos terão um aumento de R$ 1.100 para R$ 2.200 na gratificação de alta complexidade nas mesmas datas e a sua incorporação em 2011, com a garantia de que será estendida, por exemplo, a quem trabalha em laboratórios da rede estadual de saúde pública.

Mais de 60 médicos participaram da assembléia no Sindicato dos Médicos (Sinmed), ocasião em que houve apenas três votos contrários e apenas uma abstenção no final dos debates.

Pelo acordo, os 1.062 médicos passarão a perceber, em início de carreira, um salário básico R$ 4.741 e remuneração final de R$ 5,689,20. O profissional em fim de carreira passa a ter um salário base de R$ 6.158,80 e uma remuneração final de R$ 9.238,19.

O presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, disse que o fim da greve não encerra as negociações, porque em março do próximo ano a categoria volta a negociar um reajuste salarial previsto no plano de carreira dos médicos.

O secretário estadual de Saúde Pública, George Antunes de Oliveira, apresentou a proposta pessoalmente no Sinmed e disse que o aumento concedido à categoria representa um impacto anual de R$ 100 milhões na folha de pessoal da Sesap.

Segundo Ferreira, o encerramento da greve também não implica no fim da luta da categoria, porque o acordo tem de ser transformado em projeto de lei, e depois de elaborado em conjunto com a área jurídica e de planejamento do governo, tem de ser apresentado de novo à categoria.

Dai, continuou Ferreira, é que o projeto será encaminhado para votação e aprovação na Assembléia Legislativa, porque a partir de 3 de julho a legislação eleitoral não permite ao governo conceder aumentos salariais ao funcionalismo público.

Fonte: jornal Tribuna do Norte - 09/03/2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Luta


Trabalhadores de São Gonçalo fazem protesto no Dia da Mulher

Na manhã desta segunda-feira, 8 de março, o Dia Internacional da Mulher foi marcado por um protesto em São Gonçalo do Amarante/RN. Cerca de 70 pessoas, entre trabalhadores da saúde e educação, realizaram uma manifestação pública contra a exploração, o machismo e em defesa da mulher trabalhadora.
A atividade foi convocada pelos Núcleos do Sinte/RN e do Sindsaúde de São Gonçalo, além da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas/RN), e contou com a participação dos servidores estaduais do Hospital Santa Catarina, em greve desde o início do mês. Com faixas, bandeiras, carro de som, apitos e panfletos, o protesto seguiu pelas principais ruas do Centro da cidade e denunciou também as medidas autoritárias do prefeito Jaime Calado (PR).

"Neste 8 de março, as mulheres trabalhadoras precisam lutar contra o machismo, os patrões e os governos. Nosso protesto é para denunciar a violência de todos os dias e a exploração que existe de forma maior sobre nós. Mas é também um protesto contra o prefeito Jaime Calado, que está retirando direitos da saúde e educação. A saúde não chega a toda a população e é um crime o prefeito exigir comprovante de residência em nome do paciente para que as pessoas possam ser atendidas.", afirmou Simone Dutra, enfermeira e coordenadora do Núcleo do Sindsaúde no município.

Além de denunciar a exploração sofrida pelas mulheres no capitalismo, o protesto também criticou as péssimas condições da educação em São Gonçalo e demais serviços oferecidos à população. "As escolas estão caindo aos pedaços, o transporte público é ruim e a prefeitura não para de cobrar altos impostos dos mais pobres. Nessa situação, as mulheres são as mais atacadas, porque sofrem a exploração da dupla jornada, no trabalho e em casa, além da opressão machista de um governo que não atende as nossas necessidades de creches, abrigos e salários dignos.", disse Cristiane Nunes, professora e coordenadora do Sinte/RN de São Gonçalo.

O ato público também reivindicou o cumprimento dos direitos históricos das mulheres, como o aumento da licença maternidade para seis meses, a construção de creches e abrigos e o pagamento de salários iguais para as mulheres que fazem o mesmo trabalho dos homens.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Abuso na Saúde

Prefeitura demite trabalhadores do PSF em São Gonçalo

Em janeiro, a prefeitura de São Gonçalo demitiu vários funcionários do Programa Saúde da Família (PSF), que há 8 anos trabalhavam no município. De acordo com a própria secretária de saúde, Zenaide Calado, “os funcionários foram demitidos porque não estavam trabalhando corretamente”. Entretanto, a verdade é outra.

A prefeitura resolveu demitir os trabalhadores porque pretende colocar no lugar dos demitidos os apadrinhados políticos de Jaime Calado e transformar a saúde do município em cabide de emprego. Ou seja, apenas gente de confiança do prefeito, pessoas que não irão reclamar das péssimas condições de trabalho, da falta de direitos e dos baixos salários.

Além disso, os profissionais demitidos nem sequer foram avisados da demissão. Quando chegaram para trabalhar, já havia outros no lugar.
Contratos irregulares

A forma como os trabalhadores do PSF são contratados já é bastante irregular, pois não são garantidos a eles nem mesmo os direitos mais básicos, como férias, 1/3 de férias e 13º salário.

Os que foram demitidos não receberam nenhum direito e foram substituídos por outros funcionários com contratos ainda piores, que terão a duração máxima de três meses e não garantirão os direitos trabalhistas. Com isso, a prefeitura espera gastar menos e explorar mais os trabalhadores da saúde. Entretanto, este não é um problema novo. Desde que assumiu a prefeitura, Jaime Calado age de forma ilegal com o serviço público. O atual prefeito não respeita a Constituição brasileira. Contrata trabalhadores para o município sem concurso público.
Denúncia ao Ministério Público

Em 2009, o Núcleo do Sindsaúde denunciou os contratos ilegais, com duração de um ano, feitos por Jaime Calado e exigiu a realização de um concurso público. Como o Ministério Público (MP) de São Gonçalo não deu resposta, a situação dos trabalhadores piorou. Agora, a prefeitura demite funcionários e contrata outros por apenas três meses e sem direitos.

Já que o MP de SGA não fez nada para mudar a situação, o sindicato resolveu fazer a mesma denúncia ao Ministério Público do Trabalho e também à Procuradoria Geral do Estado, órgão que comanda os ministérios públicos dos municípios.

É preciso combater todos os ataques da prefeitura, exigir a garantia de todos os direitos e a realização de um concurso público para todas as áreas da saúde. Não podemos deixar Jaime Calado retirar nossas conquistas. É hora de se levantar e lutar!

Tome Nota

PROGRAMAÇÃO DA GREVE DA EDUCAÇÃO

· Dia 05/03 (SEXTA-FEIRA), às 11h Acompanhamento da audiência entre a prefeitura e a categoria;

· Dia 08/03 (SEGUNDA-FEIRA), às 09h. Ato Público pela passagem do Dia Internacional da Mulher, na Praça Dinarte Matriz;

· Dia 09/03 (TERÇA-FEIRA), às 14h. Assembleia Geral no Clube dos Correios.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Informe Jurídico da Saúde

Ações dos 9 meses podem sair ainda em março

As ações dos 9 meses de salário atrasado estão na fase de execução, ou seja, de pagamento. Desde novembro de 2009, os processos aguardam no Fórum de São Gonçalo a Requisição de Pequeno Valor (RPV), que deve ser enviada ao Tribunal de Justiça do Estado. Lá, o desembargador enviará a RPV para a prefeitura, dando a ordem de pagamento.

Em fevereiro, o sindicato esteve no Fórum e um funcionário informou que a Requisição seria elaborada até a primeira quinzena de março. Os servidores devem cobrar maior rapidez nesse processo indo ao Fórum. O Núcleo do Sindsaúde continuará cobrando o pagamento destas ações.

FGTS

O Núcleo de São Gonçalo conversou com a advogada do Sindsaúde Estadual para saber sobre as ações do FGTS. Segundo a advogada, todas as ações passam pelas fases de Conhecimento, Liquidação e Execução. Algumas já estão na fase de Liquidação ou de Execução e a advogada irá fornecer o número de todos os processos para que o sindicato informe aos sócios como andam as ações.

As da fase de Conhecimento estão sendo enviadas da Justiça do Trabalho para a Justiça Estadual. Isto quer dizer que os processos caminharão de forma mais lenta, atrasando o final das ações. Está sendo assim porque os juízes da Justiça do Trabalho cumprem a ADIN 3395 (Ação Direta de Inconstitucionalidade), que diz que onde existe o Regime Estatutário as ações devem ser resolvidas pela Justiça Estadual, e não pela Justiça do Trabalho.

A advogada também informou que, desde o final de 2009, foram suspensas as cobranças dos 10% dos honorários contratuais do advogado sobre as ações do FGTS. Agora, os advogados estão recebendo só os honorários sucumbenciais, entre 10% e 15%, definidos pelo juiz no processo. Este valor já é diminuído do total a ser recebido e entregue ao advogado.

Foto

"Todos iguais, todos iguais. Mas uns mais iguais que os outros"

(Foto: Michel Filho / O Globo)

José Serra e Dilma Rousseff, ontem, durante a inauguração da unidade industrial de tratores da Case New Holland, em Sorocaba/SP

Deu na imprensa

País só cumpre 33% de metas de educação

Relatório mostra que ainda há alta repetência, a taxa de universitários é baixa e o acesso à educação infantil está longe do proposto. Estudo de pesquisadores de universidades federais abrange o período de 2001 a 2008, incluindo dois anos de governo FHC e seis de Lula

Enquanto petistas e tucanos fazem alarde dos seus feitos na educação, um dos levantamentos mais abrangentes já realizados sobre a última década revela que os avanços na área foram insuficientes. Apenas 33% das 294 metas do Plano Nacional de Educação, criado por lei em 2001, foram cumpridas.

Relatório obtido pela Folha, feito sob encomenda para o Ministério da Educação, aponta alta repetência, baixa taxa de universitários -apesar dos programas criados nos últimos anos- e acesso à educação infantil longe do proposto.

O estudo, que abrange o período de 2001 a 2008, foi feito por pesquisadores de universidades federais, com apoio do Inep (instituto de pesquisa ligado ao MEC).

O plano foi criado com o objetivo de implantar uma política de Estado para a educação que sobrevivesse às mudanças de governo. As metas presentes nele são de responsabilidade dos três entes federados, mas municípios têm mais atribuição pela educação infantil e fundamental; Estados, pelo ensino médio; e a União, pela articulação de políticas.

O estudo traz indicadores relativos ao período de 2001 a 2008 -dois anos de governo FHC e seis de Lula. Para muitas metas, não há nem sequer indicador que permita o acompanhamento da execução.
Fonte: Jornal Folha de S. Paulo - 3/3/2010

Caindo aos pedaços

São Gonçalo vive caos na educação pública

A prefeitura de São Gonçalo está destruindo a educação pública do município. O cenário é de completo descaso. As escolas da cidade se parecem com qualquer outra coisa menos com lugares em que se vai para aprender e trabalhar. Muitas estão mais para prédios abandonados do que para escolas. Mas não é só a infraestrutura que vai mal. A administração das escolas também não está atendendo as necessidades mais básicas de professores, funcionários e alunos. Isso acontece porque o prefeito Jaime Calado (PR) mantém a mesma política dos governos passados, reduzindo os investimentos nos serviços públicos e atacando os direitos dos servidores.

"Concursado não trabalha”, diz a prefeitura.

Baseado nesse argumento, o prefeito Jaime Calado quer contratar funcionários terceirizados para, assim, reduzir ainda mais os gastos com educação nas contas do município. Para ele, “o terceirizado trabalha porque sabe que pode ser demitido a qualquer momento”.

Na verdade, Jaime Calado administra São Gonçalo como se fosse uma empresa e trata os servidores como empregados preguiçosos. Se a educação do município está ruim e os trabalhadores insatisfeitos, o único culpado é o próprio prefeito, que paga baixos salários, retira direitos e corta investimentos nas escolas. Há até casos, por exemplo, de professores que não podem chegar ao trabalho porque a prefeitura só paga metade dos vales-transportes.

Para se ter uma idéia de como Jaime Calado está destruindo a educação de São Gonçalo, recentemente a prefeitura passou a orientar os diretores das escolas a não matricularem alunos à noite, fechando esses turnos. Para a diretora do Sinte, Socorro Alves, o objetivo dessa política é economizar gastos na educação e forçar a demissão de trabalhadores. Dessa forma, Jaime Calado prejudica os servidores da educação e a população que precisa estudar.

Como se não fosse o bastante, São Gonçalo ainda registrou o maior índice de devolução de professores para a Secretaria de Educação. “Os diretores de Jaime Calado estão devolvendo professores por perseguição política, alegando que o professor não se adaptou. Já são mais de 20 professores e funcionários devolvidos para a Secretaria.”, denuncia Socorro.

Com essa política, a prefeitura de São Gonçalo quer aumentar a terceirização, piorando a qualidade da educação e as condições de trabalho nas escolas. Além disso, Jaime Calado também está cometendo outras irregularidades. “O prefeito colocou estagiários para assumirem sozinhos as salas de aula, o que é proibido por lei. Tudo isso para não pagar salários aos professores e não realizar concursos.”, afirma a também diretora do Sinte, Cristiane da Silva.
Infraestrutura precária

As escolas de São Gonçalo estão caindo aos pedaços. De acordo com as visitas feitas pelos diretores do Sinte, há muitos prédios com iluminação precária, salas de aula sem ventiladores, banheiros em mau funcionamento e carteiras quebradas. As escolas mantidas pela prefeitura de Jaime Calado não apresentam as mínimas condições de aprendizado.

A Escola Municipal Vicente de França, por exemplo, passou por uma reforma no ano passado que custou cerca de R$ 63 mil. Entretanto, o estado em que se encontra não é o de uma escola reformada. Banheiros quebrados, salas de aula com pisos esburacados, carteiras mal cuidadas e uma quadra de esportes destruída. Esse é o retrato da educação numa das principais escolas do município.

Para a direção do sindicato, os trabalhadores da educação precisam enfrentar esta situação e impedir a prefeitura de destruir escolas e retirar direitos da categoria, como é o caso do Plano de Cargos e da redução nos investimentos. Além disso, é preciso exigir a realização de concurso público já.

terça-feira, 2 de março de 2010

Em defesa da mulher trabalhadora

Entidades chamam protesto para dia 8 de março

Os sindicatos da saúde e da educação de São Gonçalo/RN, junto com a Conlutas e conselhos comunitários do município, vão realizar um protesto no próximo dia 8 de março contra a exploração da mulher trabalhadora e os ataques do prefeito Jaime Calado (PR) aos servidores e serviços públicos.

A manifestação está marcada para as 9 horas da manhã, na praça Dinarte Mariz.

Absurdo

Prefeitura dá calote em trabalhadores da saúde
Mal começou o ano e a prefeitura já deu o primeiro calote nos trabalhadores da saúde. Os servidores que tiraram férias em janeiro ainda não receberam o seu 1/3 de férias, que por lei deve ser pago no mês em que o trabalhador goza o direito. A Secretaria de Administração disse que não fez o pagamento porque usou o dinheiro que tinha para pagar o 1/3 de férias dos servidores da educação.
O mais estranho disso tudo é a prefeitura dizer que não tem dinheiro para pagar o 1/3 de férias dos servidores da saúde. Se não havia dinheiro, como foi então que a prefeitura realizou a grande festa da Padroeira, com tantas atrações e bandas?
O Núcleo do Sindasaúde de São Gonçalo foi atrás da Secretaria de Administração para saber quando será pago o 1/3 de férias da saúde. Segundo a própria Secretaria, se houver dinheiro, o pagamento será feito no final de fevereiro e regularizado em março.
A prefeitura precisa respeitar os servidores. Os salários e os direitos devem ser prioridade.

Educação em Greve

Confira as próximas atividades


-QUARTA (03/03): PANFLETAGEM EM FRENTE AO NORDESTÃO, ÀS 17H;

-QUINTA (04/03): ASSEMBLEIA, ÀS 8H, NO CLUBE DOS CORREIOS. ÀS 15H, ATO PÚBLICO EM FRENTE À CÂMARA MUNICIPAL.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cruzaram os braços


Trabalhadores da educação de São Gonçalo aprovam greve

Na manhã desta segunda-feira, dia 1º de março, os trabalhadores da educação de São Gonçalo do Amarante/RN aprovaram, em assembleia, a realização de uma greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada no Clube dos Correios e reuniu cerca de 200 pessoas, entre professores e funcionários das escolas. A paralisação começará na próxima quinta-feira, 04, respeitando o aviso das 72 horas da Lei de Greve.

Durante a assembleia, os trabalhadores mostraram revolta com as péssimas condições de trabalho, com a estrutura das escolas e com as perdas salariais que vêm sofrendo. Com o objetivo de enfrentar esta situação, a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN (Sinte) - Núcleo de São Gonçalo decidiu convocar a categoria para entrar em greve.

"Do jeito que está, não há condições de trabalho. Falta de tudo nas escolas e a estrutura está caindo aos pedaços. Além disso, o prefeito Jaime Calado está diminuindo os salários, retirando os direitos e descumprindo o Piso Salarial da categoria. Por isso, queremos chamar todos os trabalhadores para nos unirmos em defesa da escola pública e dos profissionais que nela trabalham. A greve é a nossa ferramenta de luta.", afirmou a diretora do Sinte, Socorro Alves.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão: descongelamento das promoções horizontais e verticais, cumprimento do Plano de Carreira dos funcionários, reajuste salarial, melhoria na estrutura física das escolas, cancelamento do Plano de Cargos dos professores elaborado pela prefeitura e o cumprimento do Piso Salarial da categoria.

"O magistério recebe hoje o salário inicial de R$ 712,00, quando deveria receber na verdade R$ 768,00. O pessoal do nível superior está recebendo R$ 925,00, mas o piso deveria ser de R$ 999,00. Isso é um absurdo. A prefeitura não cumpre nem o Piso.", denunciou a também diretora do Sinte, Cristiane Nunes.

Nas férias, a direção do sindicato tentou várias vezes uma audiência com o prefeito Jaime Calado. Entretanto, foi recebida apenas por uma comissão que não atendeu as necessidades da categoria. "A duração da greve depende unicamente da prefeitura de São Gonçalo. Estamos abertos ao diálogo e solicitamos uma audiência com o prefeito para solucionar os problemas existentes na educação do município.", disse Socorro.

Na próxima quinta (04), haverá nova assembleia, às 8 horas, no Clube dos Correios.
Abaixo, assista ao vídeo da reportagem sobre a aprovação da greve.